Vereador do PL vai à Ufam afrontar professores e estudantes e acaba hostilizado, gerando conteúdo para as redes

O vereador Coronel Rosses (PL) repetiu ontem uma estratégia que vem sedo usada por militantes de direita em todo país, ao afrontar professores e alunos de uma universidade federal para gerar conteúdo e engajamento nas redes. Ele foi ao campus da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e protagonizou momentos tensos de discussão com alunos e professores, mas acabou saindo sob os gritos de “Recua, Recua”.

Vídeos que circulam nas redes mostram o vereador discutindo de forma exaltada, apontando o dedo para professores e alunos, elevando o tom de voz. E ele conseguiu o que queria: passou a ser confrontado verbalmente por estudantes, recebeu críticas no local e deixou o ambiente sob vaias, em meio ao clima de tensão. Este tipo de atitude costuma agradar radicais de direita.

A presença do parlamentar na UFAM foi interpretada por estudantes como uma ação deliberada para provocar confusão, gerar cortes para redes sociais e alimentar a própria base política em um típico movimento de lacração eleitoral. Em vez de diálogo, escuta ou debate qualificado, Rosses apostou no confronto, na intimidação e na retórica agressiva para produzir o tipo de conteúdo que costuma render curtidas, compartilhamentos e polarização.

O episódio expõe um comportamento cada vez mais recorrente em ano eleitoral: agentes públicos que trocam responsabilidade institucional por performance digital, usando espaços públicos como cenário para espetáculos políticos roteirizados. A estratégia é conhecida — provocar, ser confrontado, gravar a reação e vender nas redes a narrativa de perseguição.

O episódio terminou como começou: não como debate público, mas como um retrato do uso da política como espetáculo, da agressividade como marketing e da busca desesperada por likes em pleno ano eleitoral.

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