Servidores da Fundação Alfredo da Matta protestam contra mudança no estatuto, que mantém atual presidente no cargo e inibe eleições

Os bastidores da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM) estão fervendo depois que o atual diretor-presidente, Carlos Alberto Chirano Rodrigues, propôs um novo estatuto que inviabiliza a eleição para a diretoria, que é realizada a cada dois anos, e o mantém no cargo. Segundo servidores ouvidos pelo blog, não houve nenhuma consulta nem à Associação que os representa, nem à comunidade do órgão.

“Trata-se de um verdadeiro atentado contra a dignidade do servidor público. Em uma manobra sorrateira, feita às escuras e sem qualquer diálogo, a Presidência da instituição propôs um novo estatuto que rasga a Constituição, enterra a democracia e joga no lixo os direitos mais sagrados de quem move aquela Fundação todos os dias. A atual gestão operou um verdadeiro golpe administrativo, sem dar nenhuma satisfação e ignorando os apelos da Associação dos Servidores (ASFUAM) — que exigia publicidade e transparência nas alterações —, as regras do jogo foram mudadas no tapetão. O objetivo? Blindar o poder em pleno ano de eleição!”, diz manifesto divulgado pelos servidores.

A atual diretoria publicou no Diário Oficial do dia 10 de junho as alterações, retirando a Associação dos Servidores do processo eleitoal, mudando regras para inscrição de candidaturas, criando barreiras para servidores de carreira e protegendo os interesses de Rodrigues.
As Armadilhas do Novo Estatuto: O que eles estão escondendo?
A gravidade dos fatos publicados no último dia 10 de junho revela uma série de ilegalidades que ferem de morte a Administração Pública:

“É repugnante ver uma instituição científica e de saúde tão respeitada ser palco de um autoritarismo tão tacanho. Mudar as regras de uma eleição enquanto ela acontece é a maior prova de medo da soberania dos servidores. Trata-se de um plano arquitetado para silenciar a categoria e garantir a perpetuação de privilégios. Mas os servidores não vão se curvar ao coronelismo institucional! A farsa foi descoberta, os abusos estão expostos e a busca pela verdade real não vai parar até que a legalidade e a justiça sejam restabelecidas!”, conclui o manifesto da Associação.

Rodrigues não se manifestou. Se o fizer este post será atualizado.

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