Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) notificaram, na madrugada deste domingo (31/03), no Porto do São Raimundo, a empresa Transbetume Comércio e Transporte de Betumes Ltda., após o vazamento de aproximadamente 30 toneladas de emulsão asfáltica que atingiu uma parte do rio Negro. Uma das questões analisadas é se haverá contaminação na tomada de água da Águas de Manaus, que fica próxima.
De acordo com o gerente de fiscalização do Ipaam, Hermógenes Rabelo, a informação foi confirmada com a chegada dos fiscais ao local. “A empresa já foi notificada e estamos tomando as medidas cabíveis daqui para frente”, disse.
Hermógenes informou ainda que o crime ambiental ocorreu nas proximidades do Porto do São Raimundo, antes do embarque do caminhão que transportava o produto. A emulsão asfáltica acabou escorrendo para a tubulação de água e foi levada para dentro do rio.
A equipe do Ipaam continua no local para verificação do material, que estava pronto para embarcar para Santarém. Fiscais do Manaustrans estão trabalhando no local, pois parte da rua Padre Agostinho Caballero Martin está interditada. Os trabalhos de remoção do material devem durar toda a tarde deste domingo.
OLHO VIVO
O trabalho de contenção do vazamento da emulsão asfáltica que atingiu o rio Negro, nas proximidades do Porto do São Raimundo, zona oeste de Manaus, foi intensificado nesta segunda-feira (1º/4). Técnicos do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) retornaram ao local para acompanhar as medidas tomadas pela empresa responsável pelo crime ambiental.
“A suspeita é que alguém abriu a válvula de segurança desse caminhão e o material foi todo para a tubulação de águas pluviais, indo parar nas águas do rio Negro”, explicou o gerente de fiscalização do Ipaam, Hermógenes Rabelo. Aproximadamente 30 mil toneladas de emulsão asfáltica se espalharam por uma extensão de 1,5 quilômetros.
“Temos medidas administrativas para serem adotadas. Primeiro a gente está avaliando o impacto ambiental causado por esse tipo de material. A partir daí, serão avaliadas as possíveis penalidades aos responsáveis pelo vazamento”, explicou Hermógenes. “A multa pode chegar a R$ 1 milhão. Temos que avaliar a situação para cada componente. Existe contaminação aquática e do solo, além da empresa não ter adotado os procedimentos necessários de respostas imediatas de emergência”, completou.
A Transbetume Comércio e Transporte de Betumes Ltda., responsável pelo transporte do produto, contratou emergencialmente uma empresa de tratamento de resíduos para realizar o trabalho de contenção do vazamento, a Eternal. “A primeira etapa foi concluída ontem (31/3), com a contenção de todo o resíduo, para evitar que o dano se alastrasse. A segunda etapa nós devemos concluir hoje (1º/4), que é a coleta de todo o material vegetal. Vamos tirar toda a vegetação contaminada, fazer o transporte e destinação desse material para incineração”, explicou Daniel Chaves, responsável técnico pela Eternal.
Fiscais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) também estiveram no local para avaliar os impactos do desastre. “No âmbito da ANP é verificada a responsabilidade da empresa, se tem autorização na distribuição, se implantou plano de contingência, qual o produto envolvido. Dependendo do resultado dessa apuração, a empresa pode vir a ser autuada pela ANP”, explicou o fiscal Leônidas Araújo.
Uma equipe da Águas de Manaus também esteve no local para fazer a coleta do material, uma vez que a empresa possui um reservatório nas proximidades de onde ocorreu o vazamento.
FOTO: Cláudio Heitor
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