“Há tantas violetas velhas sem o colibri”.
Então, como estava dizendo: “Cantando na Biblioteca” é tipo o livro proibido de Aristóteles. Aquele de poesias, que nunca foi escrito.
É mandala medicinal pra alma, mô quiridu!
Ele retrata as escapadas do governador, a bronca na tv, concerto em inglês na barbearia, o puxasaquismo bolsonarista, as licitações em lojas de vinhos e a distopia em Ratanabá descrita pelo seu menestrel e comendador, Sancho!
Nessa vibe literária, o bagulho tá insano, mas tá ficando bom, meu caro Gutinho! Tá tipo “cupins roedores de mármores” que quebraram Brasília tentando golpe de estado com Bolsonaro no poder e Rolex no braço.
Um hype da coisa pública que nem a Thays poderia prever, com sua alma cigana nordestina, onde uma calça desbotada era tudo nessa pantalona flamenca de tergal, com meio cós e meio elástico.
Falando nisso: “Attenzione Pickpocket!!”. Fechem as joalherias por aí, pois o mito deve fazer uma turnê gospel para arregimentar o gado para as próximas eleições, antes de transformar a Papuda em parador!
A exemplo do que descreve “O Nome da Rosa” de Umberto Eco, o “Cantando na Biblioteca”, despretensiosamente, também tem veneno no canto inferior direito de suas páginas, onde aquela prática de você molhar o dedo na saliva para virar a página, pode levá-lo a escorregar o tobogã do firmamento ou do umbral, assim como aconteceu com diversos padres que morreram envenenados na Idade média. Inclusive a versão do e-book, também tem gotículas de cicuta on-line espalhadas no touch. Muita hora nesse cuidado, quando for folhear!
Em uma lembrança singular desse clássico da literatura mundial, no diálogo entre o Abade cego e o investigador William de Baskerville.
O Abade pergunta: “o que almeja, verdadeiramente?”
O investigador responde: “eu quero o livro grego, aquele que, segundo vocês, nunca foi escrito. Um livro que só trata de comédia, que odeiam tantos quantos risos.
Provavelmente, é o único exemplar conservado de um livro de poesia de Aristóteles. Existem muitos livros que tratam de comédia.
Por que esse livro é precisamente tão perigoso?
O Abade responde: “Porque é de Aristóteles e vai fazer rir”.
A insistência de Baskerville, “O que há de perturbador de o fato de os homens poderem rir?”
O Abade diz: “O riso mata o medo, e sem medo não pode haver fé. Aquele que não teme o demônio não precisa mais de Deus”.
Cantando, mostra o riso no seu mais puro deboche, associando uma linguagem que quebra paradigmas conservadores.
A lógica do Abade é descrita e seguida pelos mercadores da fé e moradores da terra plana.
O livro de poesia de Aristóteles nem faz cócegas nesse mosteiro da ignorância, que sugere e mercantiliza pro gado, sal grosso, fogueira santa, feijão ungido e areia do deserto, tudo de Israel, entre outros pingentes gospel.
Como diz Nietzsche, “Não posso crer num Deus que não dança”. Deus é pra ser amado e não temido. Um inxtraçalho do chorão!
“Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Salif Keita, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei”
É Amarrara dzaia soiê
Dzaia dzaia, meu quiridu Chico. Eu também acho que um monge não pode rir e, quando eu tomo um porre de livros, fico com uma ressaca braba de cultura no dia seguinte.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
O Show da Fé deve continuar!
Viva a luta do povo palestino. EUA, Israel terrorista e assassino!
*Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.
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