Sob efeito de drogas, ela decapitou rival para se vingar de tiro que tomou

A cidadã da foto acima é Milena Garcia da Silva, 19, assassina confessa do traficante Rodrigo dos Santos Aranha, que era conhecido como “Baloteli”. O crime aconteceu no dia 3 dezembro de 2017, na segunda etapa de um conjunto habitacional situado no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus. 

Milena era um dos alvos da operação “Keres”, deflagrada pela DEHS na noite do último sábado (3/3), no local onde ocorreu o homicídio de “Baloteli”. A vítima foi decapitada e teve a cabeça jogada nas proximidades de uma quadra de esportes naquela região.

Ela confessou que decapitou o rapaz, utilizando uma faca, porque tinha uma rixa com ‘Baloteli’ desde que ele efetuou um tiro que a atingiu na perna, de raspão. Milena afirmou, ainda, que na época do crime estava sob efeito de substâncias entorpecentes.

O mandado de prisão temporária em nome de Milena, com prazo de 30 dias, foi expedido no dia 9 de fevereiro deste ano, pela juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Com a prisão dela, outras 11 pessoas que participaram da morte de Rodrigo seguem foragidas. Desses, seis são adolescentes.

Milena foi indiciada por homicídio qualificado e organização criminosa e será levada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), onde irá ficar à disposição da Justiça.

Francisco Gelisson Juca da Rocha, 26, conhecido como ‘Plenitude’ foi o mandante do homicídio de Rodrigo, além de ser o chefe da organização criminosa que atua no bairro Lago Azul. Outras duas pessoas ligadas ao crime morreram durante as investigações.

“Plenitude” foi informado de que “Balotelli” o estaria esnobando, fazendo comentários de que não mandava na área e não possuía mais nenhuma moral para comandar o tráfico de drogas naquela região. Em razão disso, determinou que os comparsas o executassem.

Todos os envolvidos se reuniram em um bar, situado na segunda etapa de um conjunto habitacional, onde foi definida a função de cada elemento no crime. As mulheres ficariam de campana para avistar a chegada de “Baloteli” e informar os comparsas.   Em um carro, ocupado por Ateildo Costa Ribeiro, o “Bola”, e outros infratores que continuam foragidos, a vítima foi convidada a ir para um balneário, onde Milena e o resto do bando os aguardavam. Foi quando levaram o rival para um local de mata fechada e começaram a esfaqueá-lo até que ela o decapitou. Na sequência, os infratores deixaram o corpo em água corrente, para que o sangue não fosse espalhado na área.

FOTO: Erlon Rodrigues

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