Em evento comemorativo da Moto Honda da Amazônia, nesta quinta-feira (12/03), o governador do Amazonas, Wilson Lima, defendeu uma reforma tributária que leve em conta a contribuição da Zona Franca de Manaus (ZFM) para o desenvolvimento regional. Acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e de comitiva de parlamentares, Wilson Lima destacou a importância da Moto Honda e da ZFM para a economia do Amazonas e do país.
“Presidente (Alcolumbre), nós não abrimos mão do modelo Zona Franca, 82% das nossas atividades econômicas giram em torno dela, e qualquer medida tomada com a reforma tributária que afete esse modelo significa condenar o povo do estado do Amazonas à miséria. E isso nós não vamos permitir que aconteça. Nós contamos com o seu apoio para que efetivamente a reforma tributária não seja aprovada de uma forma que possa beneficiar regiões mais ricas, que detêm maior poder tecnológico, que detêm acessibilidade e logística favorecida aos grandes centros de consumo, em detrimento da nossa Zona Franca. Disso nós não abrimos mão”, disse Wilson Lima em discurso na fábrica da multinacional, no Distrito Industrial de Manaus.
O governador agradeceu pela presença de Alcolumbre, dos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga, de deputados federais e estaduais da bancada do Amazonas, que também participam de reunião na tarde desta quinta-feira, na sede do Governo do Estado, na zona oeste de Manaus, para tratar sobre reforma tributária e defesa da competitividade do modelo ZFM.
“Aqui eu faço um apelo aos senadores, aos deputados federais de outras regiões, que deem o suporte necessário à nossa bancada no Congresso, aos nossos deputados, aos nossos senadores, para que esse modelo permaneça como ele tem sido, e que as garantias constitucionais sejam preservadas até 2073, como está previsto na Constituição”, afirmou Wilson Lima.
Contribuição – De acordo com o governador, o modelo Zona Franca de Manaus não beneficia apenas o estado do Amazonas, mas a economia brasileira como um todo, gerando empregos e receita para os cofres federais.
“Nós fizemos um levantamento recente, da Receita Federal, inclusive, que mostra que nos últimos 20 anos a Zona Franca de Manaus entregou ao Governo Federal em tributos R$ 162 bilhões. Nós pagamos, com as empresas aqui do Polo Industrial, R$ 162 bilhões para o Governo Federal. Sabe quanto a gente recebeu desse recurso? R$ 40 bilhões. E é preciso levar em consideração não só os empregos diretos que são gerados aqui, mas também os empregos que são gerados em toda a cadeia de produção, os efeitos nos empregos indiretos que são gerados em outras regiões do Brasil”, frisou Wilson Lima.
Na ocasião, ele também destacou que a Zona Franca contribui para a preservação do meio ambiente, sendo que no estado do Amazonas o índice de conservação da floresta chega a 97%.
“Tem-se falado muito na questão da preservação dos recursos ambientais, mas no momento em que efetivamente a gente precisa de medidas que possam garantir essa preservação, as pessoas não conseguem entender a dimensão do que é a Amazônia e do que é o estado do Amazonas. É muito importante a visita do sr. presidente Davi (Alcolumbre), dos outros senadores e deputados, isso mostra o compromisso que vocês têm com o país em de fato entender a realidade de cada região”, disse o governador.
FOTO: Diego Peres
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Este post tem um comentário
Governador a ZFM acabou na época do ex presidente Collor, depôs foi o PT com a liberação da saída das matrizes de Manaus e permitindo a terceirização de mão de obra. Recentemente o estado do Amazonas perdeu para a Bahia um indústria de tambaqui. O maior vilão das indústrias e o que causa miséria a população e a altíssima tarifa de energia elétrica que é a mais cara do Brasil. O AMAZONAS nao pode mais continuar refém da Zona Franca de Manaus. ZFM é um passado que não volta mais. ZFM só serve para conquistar votos em época de eleição. Não adianta colocar culpa em um projeto que já deu o que tinha que dá. O governo do estado do Amazonas precisa se reinventar para através de incentivos fiscais estaduais conquistar novas indústrias e dar mais segurança a população amazonense com uma menor alíquota do icms dos combustíveis e da energia elétrica. Dezenas de prefeituras do interior do Amazonas vão ter a energia cortada por falta de pagamento.