Pressão da Igreja Universal e da direção nacional do Republicanos faz Silas Câmara se licenciar por quatro meses para que o vereador João Carlos assuma o mandato

O vereador João Carlos assume nesta terça-feira (14) o mandato de deputado federal no lugar de Silas Câmara, que pediu licença de quatro meses para tratar de assuntos particulares. O movimento é fruto das condições colocadas pela Igreja Universal do Reino de Deus para lançar um candidato à Câmara dos Deputados no Amazonas, o que é fundamental para os planos de reeleição do titular, principalmente depois que Amom Mandel se filiou à legenda.

O Republicanos nacional avalia que só elegerá dois deputados no Amazonas, como ocorreu em 2022, se a Igreja Universal decidir compor a chapa com um candidato seu. A denominação colocou como condição para tanto que João Carlos assumisse o mandato por quatro meses, que é o prazo máximo que um parlamentar pode pedir de licença, se não houver emergência de saúde.

Para Silas a presença de João Carlos na chapa é fundamental, já que ele não tem certeza de que terá mais votos que Amom. Na eleição passada este último bateu o recorde de votos, com mais de 288 mil sufrágios. Já o pastor da Assembleia de Deus foi o quarto colocado, com pouco mais de 125 mil. Na época o outro deputado eleito pelo Republicanos foi Adail Filho, que teve pouco mais de 90 mil votos.

João Carlos teve pouco mais de 44 mil votos em 2022, o suficiente para impulsionar a chapa. Sem ele é muito provável que o Republicanos não consiga repetir a performance daquele ano.

A Igreja Universal estava reticente em lançar um candidato a deputado federal, temendo desgaste eleitoral com nova derrota. A ideia é que ele, assumindo como deputado por quatro meses, consiga construir acordos nacionais que lhe permitam entrar na briga por uma vaga para valer.

Neste momento Silas joga o jogo mais perigoso de toda a sua longa carreira política.

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