Parentes do megaempresário José Lopes são alvos de operação da PF sobre fornecimento de alimentação

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão hoje pela manhã nos condomínios Unique e Coral Gables, no conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo. Seria (ainda não foi confirmado oficialmente) uma nova operação, chamada “Eminência Parda”, cujo objetivo é apurar desvio de recursos federais no fornecimento de alimentação para a Secretaria de Estado da Educação e para os presídios do Estado. Os empresários Gustavo Henrique Macário Bento e Rodrigo Souza, que controlam a empresa GH Macário Bento, são os principais envolvidos. Eles são parentes do megaempresário José Lopes, sempre apontado como grande financiador de campanhas no Amazonas e recentemente preso numa das fases da operação “Arquimedes”, que desbaratou um esquema de propinas para a concessão de licenças de desmatamento.

O nome “Eminência Parda” seria uma referência ao próprio Lopes, por muito tempo considerado assim no meio político, uma espécie de controlador dos maiores contratos do Estado. A GH Macário Bentes tem contratos com o Governo há algum tempo, todos milionários. O atual, celebrado com dispensa de licitação, ultrapassa os R$ 15 milhões.

Lopes é alvo preferencial da Polícia Federal já há algum tempo.

SEDUC DIVULGA NOTA

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) informOU em nota que a operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (30/07) em Manaus, não investiga contratos firmados pela pasta na atual administração.

Informou, ainda, que não há qualquer irregularidade no contrato firmado pela Seduc-AM com a empresa G.H Macário Bento, em fevereiro de 2019. “O referido termo de contrato, nº 04/2019, que tem como objeto o fornecimento de alimentação preparada para as escolas de tempo integral no interior do estado, foi firmado com base no art. 24, inc. IV da Lei 8.666/1993”, diz a nota.

“A contratação de caráter emergencial foi feita de maneira transparente e analisada pelos órgãos de controle e fiscalização como, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), que à época entendeu a necessidade da prestação do serviço para assegurar o início do ano letivo”, prossegue.

A Seduc-AM destaca, ainda, que a contratação foi feita somente para o tempo necessário para a concretização do processo licitatório nº 13.7792/19, que já foi encaminhado pela Seduc-AM para a Comissão Geral de Licitação (CGL). Atualmente, o processo licitatório está em análise pela assessoria jurídica do órgão.

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