Operação Greenfield pode causar uma hecatombe na campanha eleitoral em Manaus

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A operação Greenfield, desencadeada ontem pela Policia  Federal em Manaus e em outros Estados, pode ter desdobramentos imprevisíveis na campanha eleitoral da capital. Isso porque as investigações estão batendo na porta de políticos de grande peso local, patronos de algumas candidaturas a prefeito.

Explica-se: uma das fraudes constatadas pela PF está na tentativa de soerguimento da Gradiente, empresa do Polo Industrial de Manaus que fez grande sucesso nas décadas de 70, 80 e 90. Com sérias dificuldades, a gigante quebrou no início dos anos 2000. Em 2011 o empresario Eugenio Staub, dono do negócio, captou uma montanha de dinheiro junto a órgãos financiadores, alegando que o dinheiro serviria para retomar as atividades. Só que ele e seus executivos sumiram com o recurso e a empresa continua fechada.

Parte do recurso levantado – R$ 28 milhões – foi captada junto à Agência de Fomento do Amazonas. O dinheiro foi liberado em 2011, no governo Omar Aziz (PSD), apesar da posição contrária do conselho deliberativo do órgão. E virou pó.

Na noite de ontem o grupo do poder fez circular versão segundo a qual seriam dois os principais responsáveis pela liberação do recurso: o ex-diretor Geraldo Nogueira, da Companhia Brasileira de Tecnologia Digital, criada para reinserir a marca Gradiente no mercado, atraindo novos investidores, e o ex-diretor da Afeam, Fernando Alberto de Lima e Silva, que teria desconsiderado os pareceres contrários ao investimento.   Os dois estariam sendo investigados, segundo informações oriundas do Palácio da Compensa, mas não foram alvos da operação de ontem.

É justamente aí que reside o perigo. Na época da operação, o presidente da Afeam era Pedro Fallabela, já falecido. Só que ele concordava com a posição do conselho deliberativo e não avalizou a operação. Seu imediato era Silva,sobre quem tentam jogar a responsabilidade. Informado da versão que circulava, o ex-diretor se revoltou e ameaça procurar a Polícia Federal para dizer o que sabe.

Na verdade, uma operação vultosa como esta não sairia da cabeça de um diretor da Afeam. Nem o presidente teria poderes para autorizar a liberação deste recurso sem uma autorização superior. Todos sabem disso no mercado. Silva, que é pai do atual presidente da Comissão Geral de Licitação do Estado, Epitácio Neto, pode causar uma hecatombe no governo estadual e de quebra atingir a campanha de pelo menos três candidatos a prefeito apoiados pelo grupo.

Agora e aguardar as cenas dos próximos capítulos.

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