Por Ronaldo Derzy Amazonas*
Chego à marca do artigo de número 160 no Blog do Hiel em meio ao fervor do clima eleitoral em todos os cantos do Brasil.
Estamos vivendo e vivenciando momentos delicados e de muita angústia na política eleitoral mormente para a presidência da república sobretudo com o ataque inadmissível e cruel perpetrado há uma semana atrás contra o candidato Jair Bolsonaro em plena caminhada de rua uma das práticas mais usuais e importantes atualmente utilizadas por candidatos que sabem da importância de estarem junto ao povo, verdadeiro dono e senhor do processo eleitoral. O candidato que pensar e agir contrariamente a isso pode ficar para trás.
Ora, se um político super conhecido, candidato ao mais alto cargo da República, cercado por uma segurança composta por policiais militares, federais e até guarda pessoal sofre um ataque dessa natureza num país que se diz pacífico, há que ao menos se imaginar que isso não se deu de forma gratuita, isolada ou manifestada apenas por um viés de inconformismo político ou religioso. Há quem acredite nisso, eu não! Mas as investigações em curso certamente haverão de chegar a uma conclusão satisfatória debelando ou não minha dúvida e a de muitos brasileiros. E, cá com meus botões, quanto mais o resultado conclusivo das investigações forem liberados mais próximo do dia da eleição, mais influência ele pode ter no resultado. Escrevam!
Diante desse quadro quase caótico as campanhas eleitorais avançam ora, empolgando ora, atraindo a indiferença daquele que é o maior interessado em que o processo alcance o seu final que é Sua Excelência o Eleitor.
Todo cidadão com suas capacidades políticas e condições judiciais plenas pode votar e ser votado porém, aqueles que se submetem ao voto devem internalizar que não são donos e não detém o poder sobre o eleitor; o tempo do coronelismo e do curral eleitoral está nos seus estertores guardando apenas traço desse formato abjeto de domínio sobre o eleitor e circunscrito tão somente a alguns grotões do Norte e do Nordeste brasileiros. Graças a Deus!
Antes havia um ingrediente eleitoral recorrentemente buscado no mercado e que era sobrevalorizado do ponto de vista financeiro e endeusado do ponto de vista da competência, que são os denominados marqueteiros, os quais alcançaram de maneira absolutamente determinante o controle das campanhas eleitorais fabricando candidatos, dourando pílulas e elegendo postes. Penso, que essa era, caminha para o seu fim apenas do ponto de vista do domínio sobre o visual, da plasticidade e da produção em série de candidaturas e de seres robóticos eleitorais. Os marqueteiros devem voltar a ter importância no processo eleitoral tão somente do ponto de vista da organicidade e das estratégias de campanha. Tudo o que estrapola isso deve ser encarado como tentativa de influenciar o eleitor de um modo nada saudável para a democracia.
Quem não se lembra de Duda Mendonça, João Santana, Nizan Guanaes entre outros, os quais obtiveram quase o domínio absoluto sobre candidatos e campanhas num passado recentíssimo?
Quero crer que essa gente, muitos deles indiciados, réus, condenados e presos, não deixaram a menor saudade e, seus discípulos, já não mais enveredam pelos mesmos caminhos fáceis da pregação do bem contra o mal, da propaganda ilusionista e ilusória por meio dos efeitos visuais e do encantamento pela pregação de propostas mirabolantes e inexequíveis simplesmente pelo fato de que muitos desses marqueteiros esquecem de que as redes sociais e alguns meios de comunicação mais independentes conseguem explicar e demonstrar com mais clareza, rapidez e verdade, aquilo que eles e suas propagandas escamoteiam ou tentam fabricar de um modo espetacularizante.
Hoje, o voto do povão, é e está para as eleições como o céu está para o condor, ou seja, ninguém alcançará o Olimpo eleitoral se não bater continências para o maior e melhor interessado no processo que é Sua Excelência o Eleitor brasileiro. Quem viver verá!
Té logo!
*O autor é farmacêutico e empresário
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