Como podemos compor a melodia e dichavar esse teco, se deixaram só um chumaço de erva mofada e até nosso isqueiro levaram? Não podemos mais queimar uma brasa, meu caro Adal – Deus te abençoe!
Armando di Paula e Maca não vão gostar.
Nem mesmo um vape e um gudanzinho é permitido, Charles Brown! Nem pra você que usa sempre com moderação! Na boca de fumo do seu Antônio, só maconha mofada, por enquanto.
Já que o mercado tá nervoso por conta disso, só me resta dizer: e daí? Eu não sou psicólogo! Onde vamos saciar essa larica pra fazer fluir a prosa lírica de Ajuricaba e para se contrapor ao chilique do mercado?
É bom que se diga que, no episódio da abolição da escravatura, o mercado também ficou nervoso, assim como na conquista do voto feminino, nas férias remuneradas, no décimo terceiro e com a licença maternidade.
O que a imprensa chama de mercado são grupos financeiros poderosos que não produzem nada, mas vivem da especulação. Na verdade, é um número reduzido de investidores capitalistas que lucram com o sofrimento do povo. A lógica do mercado é tirar os direitos dos pobres para manter os privilégios dos ricos.
O jornalismo econômico consegue a proeza de atribuir “emoções” a esse suposto mercado. A mídia no Brasil sempre na contramão, de mãos dada com o opressor. Sempre noticiando o lado do vendedor de guarda-chuva, que não se preocupa em abrir a janela pra ver se realmente tá chovendo ou se vai chover, com raríssimas exceções. Fica passando pano para o mercado e as elites.
O mercado tem lado e eu também. Entre a bolsa de valores e a bolsa família, prefiro a última, pois temos 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar no Brasil.
Pra você patriota, que faltou aquelas aulas de história e anda passando vergonha por aí com teorias negacionistas, desdenhando Paulo Freire, era bom ler pelo menos a Constituição.
Um pouco de história com “H” é sempre bom contar. Nosso país não foi descoberto e sim invadido, saqueado pela cruz e a espada dos colonizadores. Os descendentes dos negros africanos escravizados covardemente, merecem a nossa mais fiel atenção e reverência, pelo papel que desenvolveram na construção do país.
E, desenhadamente também, é preciso pontuar que povos originários são os indígenas e a família tradicional brasileira é dos quilombolas, ribeirinhos, caboclos, caiçaras, etc. Os povos de São Gabriel da Cachoeira, de Maturacá, por exemplo, esses sim são família tradicional, o resto são imigrantes e descendentes, ajudados pelo estado brasileiro.
Na mesma direção, contrapondo o que foi dito também com essa distopia olaviana, o Nordeste foi formado pelos povos Ibéricos nos séculos XVI, XVII e XVIII, já a região sul que hoje se arvora com a arrogância étnica, foi formada pelo flagelo de duas guerras mundiais. Simples assim.
Negar Paulo Freire e dizer que há um aplicativo que alfabetiza em 6 meses é de uma estupidez nunca visto antes. Com o “outubro vermelho”, nos livramos de novas disciplinas em curso: Doutrina Religiosa com Padre Kelme e Educação Sexual com Damares.
Já que São Pedro trabalha pra ser o funcionário do mês, e o dublê de governador fuleragem tá até se propondo a comprar nuvens agora, talvez em loja de vinho, vamos beber água pra não engasgar, ou será que o mercado vai ficar nervoso com isso, tio Amon?
Com a abertura da temporada de chuva e com o inverno deselegantemente invadindo o nosso verão, é bom que se diga, meu caro Abdias Cabucão, o fim da picada é a coceira, mas depois da coceira vem a curuba, precisamos nos livrar dessa “curuba braba”, pois faz muito mal para a pele no tecido social.
Dentro desse contexto pra celebrar e afastar o tédio do mercado, além de um teco, o bom mesmo é um bolinho de chuva. Anotem aí a receita e os ingredientes;
02 ovos
01 xícara de açúcar
01 xícara (chá) de leite
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
3 colheres de açúcar para polvilhar
1 colhe de canela em pó para polvilhar
1 litro de óleo pra fritar;
Misturar todos os ingredientes até a massa ficar homogênea. Deixe aquecer a panela com óleo, até ficar 180 graus. Com a colher, coloque as bolinhas feitas, até dourar por inteiro, depois coloque todos no papel toalha e passe no açúcar com canela, e pronto.
Bolinho pago! Para celebrar e esperar a posse do pai e o chá de revelação, agora só me resta um pedido: Por favor, Charles 5 Estrelas, me sirva um Rivotril com duas pedrinhas de gelo.
Cawboy “sertanojo” nem pensar, obrigado!
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.
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