O grande espetáculo

Por Dauro Braga*

O monumental espetáculo democrático acaba de apresentar seu último ato e antes que as cortinas se fechem, os protagonistas dessa história contada no palco do teatro da nação exige por força do sentimento humano e ética profissional que os componentes apresentantes dessa peça se despojem do papel que interpretavam, recuperem a sua própria identidade e se confraternizem através de um grande abraço, para mostrarem a plateia assistente que o conteúdo odioso que circundou toda a narrativa dessa história de paixões e ódios nada tem a ver com fatos e pessoas da vida real, pois tudo aquilo é mera obra de ficção.

Ao que parece, a falta do cumprimento dessa pequena e insignificante formalidade por parte dos protagonistas da peça, principalmente, pelos atores que representaram os vencidos, manteve no público assistente a sensação real de que a história continua e a chama do ódio que eles nutriam pelos seus irmãos vencedores ainda deve continuar acesa.

Para que a paz e o amor que sempre nortearam a vida do povo brasileiro voltem a ter a supremacia absoluta sobre os demais valores, é preciso que todos nós que fomos partícipes e espectadores desse grande espetáculo teatral, nos despojemos dos eventuais sentimentos negativos e raivosos acumulados durante as refregas políticas da campanha, e em nome do bom senso e das nossas convicções religiosas dermos as mãos e sigamos unidos e fortes pelos caminhos tortuosos da nação, segurando com mãos firmes e determinadas o pavilhão nacional e a bandeira branca representativa da paz universal, que a partir de agora, tremularam juntas para sinalizar o caminho certo por onde devemos seguir em busca do verdadeiro amor fraternal perdido há muito no meio do cipoal das refregas e das intrigas.

A pátria, a família e os amigos são bem maiores e mais valorosos que as divergências políticas e os ídolos que defendíamos com tanto ardor e paixão em nossas acaloradas discussões. O que terminou foi o pleito e não uma guerra fraticida.

Portanto irmãos, desarmemos nossos espíritos, não alimentemos ódios e ressentimentos, em vez disso, cultivemos o amor para que ele frutifique em abundância entre nós, pois desse embate de ideias e preferências políticas não existem vencidos ou vencedores, a grande vencedora dessa contenda foi a Democracia. Os fatos e situações vivenciadas hoje pertencem ao passado e a história, o legado que restou é a sensação do dever cumprido e a certeza de que pela determinação de Deus e pela vontade soberana de seu povo, foi escolhido o melhor para dirigir o destino dessa nação durante os próximos
quatro anos vindouros.

Esperamos e confiamos que, a sua determinação, o seu amor à pátria e a sua fé em Deus possam ser os fatores determinantes para o cumprimento das promessas feitas publicamente ao povo brasileiro tendo Deus como testemunha.

Escrito e apresentado o último capítulo dessa história, só nos resta acatar e respeitar a vontade soberana do Pai e lhe pedir em oração que dê forças e fé ao escolhido, para que ele possa cumprir com fidelidade as promessas feitas durante a campanha eleitoral, pois elas reacenderam a chama da esperança de melhores dias para toda uma nação e deram a seu povo a plena convicção de que ele conduzirá esse país ao Parthenon da glória onde se encontram as grandes nações democráticas.

“Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram”. Salmos 89.34 .Amém!

*O autor é empresário (daurofbraga@hotmail.com)

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