Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem vier, de quem quiser.
Até para você patriota, depressivo, que continua aí na frente dos quartéis à espera de um milagre do Messias, chorando o tempo todo, batendo continência para pneu e levando sol e chuva na moleira, aguardando mais 72 horas que jamais chegarão.
Já que o teu capitão te abandonou e você perdeu, mané! Perdeu até a reinauguração literária no “Bar chamado Patrícia” do Bosco, e já que o Notívago e o A2 também se foram. Então dê o troco, abandone essa aura de “capitão do mato” e esse negócio de padre Kelme, Sererê, Damares na goiabeira, Cássia Kis, general Heleno de Tróia, Vale Tudo, Odete Roitman.
Venha ver a “luva de ouro” do barbudo, igual a luva do Dibu, goleiro da Argentina que levanta até Emir.
O cercadinho agora é outro, mais inclusivo, plural, democrático, ecumênico, laico. Tem até banheiro unissex pra todos e nem precisa você defecar suas asneiraras nas sarjetas dos quartéis e ficar cantando desafinadamente o hino da bandeira, fazendo papel de galo da madrugada, acordando todo mundo.
Venha, meu rei! largue essa armadura de fascistão que não combina com a sua condição social. Nessa longa estrada da vida, já que você nem é Milionário e nem José Rico, você é prego mesmo, jamais foi, e tão pouco será martelo.
Abrace a esperança de ser campeão e alcance o primeiro lugar, pois o tempo cercou sua estrada e o cansaço te dominou.
Este é o exemplo da vida para quem não quer compreender que a meritocracia que eles pregam como mantra para a prosperidade é uma falácia, é igual a da Jade Picon e semelhante a facada do Bolsonaro, nem saiu sangue e a cara nem ficou vermelha de vergonha. Pura enganação e fake news dos conservadores.
Dizem que os tresloucados fascistas do CMA, devem ter comido também espinafre contaminado que causa delírios e alucinações como na Austrália, são proprietários de uma indigência intelectual sem igual.
É a comprovação de que a Ku Klux Klan sobrevive no Brasil na porta dos quartéis e certamente a santa inquisição teria um fogaréu aceso com o isqueiro dessa gente.
Nesse rolezinho semanal de looping infinito, é preciso aprender com o barbudo, no seu cercadinho Brasil, que superou a purificação imposta pelo “juiz de Nárnia“, aquele com voz de marreco e boca de caçapa cansada.
Depois de muitas andanças, de ser vizinho do chef Ney Agostinho, o hóspede do profeta sem morada, amigo de Marcelo Timor de São Sepé à Georgetown, o bom é se pudesse mandar logo meu currículo para a loja de vinhos, aquela que vendeu respiradores na pandemia no Amazonas. Com isso, aprenderia mais rápido “com quantos paus se faz uma canoa” o ofício do governador “bolsonarista mapará ticado”.
Aprenderia fazer jobs para coordenar “licitação” na confecção, reparos, consertos e manutenção de tarrafas, malhadeiras, espinheis e redes de pesca. Ou seja, com a bronca na tv, continuaria entortando, desentortando anzol, enrolando e desenrolando linhas de pesca no carretel de ilusões e discutindo metafísica com peixes e mariscos.
Agora, “agorinha”, o pitiú do governador lançou a campanha Respirar+, um verdadeiro deboche. Acho que tá de gozação com a nossa cara que agonizamos na pandemia com falta de ar.
Com esse aumento dos impostos, o “Coletor” talvez consiga receber os royalties das uvas desse frescor de Cabernet Sauvignon e Chardonnay. ICMS novo pago! A bronca na tv fica mais forte e o “rei do jogo” fica liberado para girar e cheirar a taça, colocar o nariz lá dentro e procurar o aroma do “Respirar+”, no 28 de Agosto. Mas tudo com moderação e dentro da moral e dos bons costumes, do lema facista “Deus, Pátria e Família” como verdadeiros patriotas que são.
Só que não! No meio do caminho, tem uma pedra. Tem o fator barbudo no meio do caminho. A conferir!
Um plâncton na floresta amazônica com tarja preta e Rivotril de um litro e meio. É purificação, meu caro!
É gente dando rasteira em cobra e postando em redes sociais. Depois da pandemia, eleições e copa, é a farofa chegando em Manaus, com farinha do Uarini, pirarucu e a participação de Raimundo, Patixa Teló, Nunes Filho e Buiú do Coroado. Dizem que a farofa da GKAY é tipo surubão de Noronha e flutuante da Marina no lago do Tarumã, um crazy total, com fire no airfryer.
É tipo pastor indígena dono de prostíbulo que frequenta a mesma paróquia do padre Kelme e arremata na quermesse o frango com a farofa da GKAY.
Nesse papo reto reparador e pedagógico, de exclusão cognitiva o terapeuta é sempre bem vindo com seu esculacho, meu caro Lacan.
Contextualizando, na Argentina ninguém usa a camisa da seleção para pedir a volta da ditadura na porta dos quartéis.
Que os hermanos me desculpe, mas campeão mesmo foi o Brasil, se livrou de Bolsonaro!
ACABOU PORRA!
É a vida né?!O que seria da gente sem a vida?!
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.
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