No limite da margem de erro

Num recorte eleitoral, em Sampa, com o resultado das urnas, Tarcísio “o intruso”, continua achando feio o que não é espelho, enquanto isso o povo continua oprimido nas filas, nas vilas, nas favelas.

A força da grana ainda ergue e destrói coisas belas. Mas…

Tenho que lhe confessar: Eu achava, pois recebi mensagens pelo zap do grupo da família, pelo face e telegram que a contagem dos votos era o exército que ia fazer. No último domingo à tarde, já estava indo com minha caderneta de votos auditáveis para frente do CIGS, mas aí o careca fez pronunciamento contrário.

Para os nascidos em sete de setembro, em maternidade e hospital padrão FIFA, com o AGRO exportação patrocinando, a série “Invasão do Capitólio II – a missão” não vai mais entrar em cartaz. Flopou!!!

O Dia do Livramento também foi adiado, estamos fazendo o login previsto para ser concluído no dia 30 desse outubro vermelho, junto com o dia seguinte, o Dia das Bruxas, também conhecido como Halloween. Até lá estaremos perdidos no labirinto de Ratanabá e precisamos fazer o caminho inverso de Santiago de Compostela.

Precisamos mudar o vetor da crítica liberal, saindo do campo da moralidade, fazendo apontamentos críticos materiais que toquem no dia a dia das massas. A crítica pequeno burguesa não é o caminho correto.

O resultado das urnas representou um verdadeiro circo de horrores, temos 50 milhões de brasileiros que humanizam o Biruliro, os deixam refinado e chamam de irmão. Muitos desses, denominados cristãos, estão nas trends, desejando mal e coisa ruim ao nordeste por ter avermelhado.

O Brasil verdadeiramente é terra de dinossauro que vota em meteoro. É uma parte de um Brasil racista, homofóbico, elitista, evangélico e violento, validando o ódio, a falta de empatia, a fome, os preços altos, a negação da ciência, do conhecimento, da educação.

E por falar nisso, agora a bola da vez dessa turma nebulosa que faz parte do “submundo das trevas”, é desacreditar os institutos de pesquisas por seus desacertos. É bom que se diga, que esses institutos não erraram em suas projeções, pois pesquisa é pesquisa, apenas um retrato do momento vivido, elas servem como parâmetro, não é urna. Da pesquisa até a urna, o eleitor percorre um caminho longo, as vezes sinuoso, não republicano, onde encontra gente vendendo e comprando prata, ouro e até votos. Além de outros fatores, ainda mais nesses tempos de orçamento secreto. É por isso que existe o limite na margem de erro para mais e para menos. E foi o que aconteceu nessa eleição, balançando mais o pêndulo em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais.

O circo de horrores esculpido por Gepetto Bozo, elegeu Damares, Mourão, Zé trovão, Magno Malta, Moro Conge, Moro Conja, Pazzuelo, Kartaguiri, Salles e muitos outros que nos provocam náuseas e vômitos.

Um congresso de arrepiar, não menos diferente dos anteriores. São “300 picaretas com anel de doutor, segundo os paralamas.
Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou. E reflete na verdade o sentimento da nação.

Com lobby, conchavo, propina e jeton, variações do mesmo tema sem sair do tom.

Em tempos de redes sociais, como se fosse a caverna do Platão, que temos filtros e lentes fazendo parte do mundo ideal, contra o mundo real de Tales de Mileto, o fato fake é sempre uma arma e uma ferramenta comunicativa.

É bom que se diga, assim como dizia também Galileu que de todos os ódios, nenhum supera o da ignorância contra o conhecimento. Você percebe que as coisas estão dando errado, quando o “Diabo veste Prada” e você que labuta, faz bico, é honesto, continua vestindo Riachuello, Asya fashion, Marisa e Renner”

No limite da margem de erro para lindinha, docinho e florzinha, seja suave, mas deixe o foda-se ligado. Quando encontrarem passagem barata na promoção red friday e quiserem me visitar no Nordeste, vão pra PQP!

Tô avisando logo: em dezembro, no natal, não haverá audiência de conciliação nas reuniões de família. Pronto falei! Criei ranço, vão cagar!
E eu vou ali na ribanceira do Beiradão pegar meu tipi para receber minhas aplicações de rapé e tirar essa panema. Vou fazer melhor, vou me esconder na caverna de Platão para espirrar esse rapé.

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco

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