Maioria da bancada de deputados federais do AM vota contra regulamentação da reforma tributária por entender que texto prejudica Zona Franca de Manaus

Sete dos oito deputados federais do Amazonas votaram contra a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP 68/24), que regulamenta a Reforma Tributária. Eles haviam negociado com os integrantes da comissão que analisou o texto que veio do Governo Federal três mudanças, mas apenas uma foi atendida integralmente, enquanto outra foi recusada e a terceira atendida apenas parcialmente.

No que refere ao crédito presumido nas operações internas do comércio, a demanda foi recusada, o que impactará fortemente este setor em nosso estado, como já havia previsto a Câmara dos Dirigentes Lojstas. Já quanto ao crédito presumido das indústrias da Zona Franca de Manaus a demanda foi acatada parcialmente. Apenas a contrapartida para os fundos de incentivo, como os que mantém a UEA e o Fundo de Fomento ao Turismo foram atendidas.

Apenas o deputado Silas Câmara (Republicanos) votou a favor da aprovação. O texto agora segue ao Senado, onde a expectativa é de que os senadores do Amazonas corrijam os problemas.

“O resultado ainda não está bom, mas é claramente melhor que o original. O que importa registrar é que até as duas da tarde o original era a solução. Foi a insubmissão da bancada que obrigou a mudança do texto. É preparação para a correção de rumo na etapa do Senado”, diz o tributarista Thomaz Nogueira, que assessora os parlamentares.

“O método na Câmara com um Grupo de sete deputados a centralizar (e contraditoriamente dispersar) as soluções, não permitiu um debate concreto sobre as soluções propostas. Prevaleceu o preconceito, achando q estávamos levando vantagem”, acrescentou.

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