O vice-governador Tadeu de Souza (Avante) afirmou que o isolamento do Amazonas, agravado por uma série de problemas históricos de infraestrutura, torna o Brasil vulnerável. Em artigo publicado no jornal Gazeta do Povo, nesta sexta-feira (10/10), Tadeu defende que o governo federal precisa deixar o discurso ideológico de lado e adotar políticas públicas concretas para promover a integração do Amazonas ao restante do país.
“Muitos dos que falam em nome da democracia, da equidade e da inclusão no plano nacional, especialmente nos círculos mais ideológicos, são os mesmos que impõem obstáculos à construção de alternativas logísticas que garantiriam o básico à população da floresta. O que não pode mais é um estado inteiro permanecer vulnerável”, ressaltou.
A BR-319
Na publicação, Tadeu de Souza voltou a cobrar do governo Lula uma solução para os entraves ambientais que impedem o avanço das obras da BR-319, rodovia federal que liga Manaus ao restante do Brasil. Para o vice-governador, é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental ao longo da estrada.
“Precisamos de opções de rotas terrestres, aquáticas, aéreas e digitais que se complementem e resistam às cheias, às estiagens e às omissões históricas. A BR-319 simboliza esse debate. Sua pavimentação é frequentemente adiada em nome de impasses técnicos e ambientais que, com diálogo e responsabilidade, podem ser superados”, pontuou.
O vice-governador alertou para o risco de o Amazonas depender apenas do transporte fluvial para o abastecimento de alimentos e insumos das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). Tadeu lembrou que as grandes enchentes e as estiagens severas dos últimos anos têm isolado as cidades e comprometido a logística no interior.
“Sem conexão terrestre, o Amazonas depende do transporte fluvial, que é sazonal, ou do aéreo, que é caro e escasso. É justamente aí que reside uma contradição que precisa ser exposta. A crítica abstrata à infraestrutura, muitas vezes embalada em jargões ambientais, acaba se traduzindo em atraso para quem mais precisa do Estado presente. São os mais pobres que pagam por esse impasse”, finalizou.
Tadeu de Souza também defendeu a ampliação, modernização e regulamentação de aeroportos e aeródromos regionais como forma de diminuir distâncias e garantir atendimento médico a pacientes que vivem no interior.
“Em muitos municípios, o avião é mais que um meio de transporte, é a única ambulância possível. Aeródromos operacionais significam rapidez no socorro, chegada de insumos e conexão com o sistema de saúde estadual”, destacou.
O artigo na íntegra pode ser lido no site do jornal Gazeta do Povo: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/amazonas-desconectado-e-brasil-vulneravel/
Foto: Ricardo Machado
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