O infectologista Marcus Lacerda, da Fiocruz Amazônia, lançou o segundo livro de crônicas ‘Quarentena no Rio Negro: Seminário Sobre a Pandemia de Covi-19 na Amazônia’. Na publicação, o pesquisador expõe histórias que presenciou envolvendo a pandemia. Ele relata atendimentos, o impacto da doença na região e testemunho sobre episódios nas fases mais graves da doença.
Lacerda compilou o que publicou em jornais de Manaus e na mídia nacional. Até então ele só havia publicado artigos científicos com uma linguagem focada no seu meio, mas desde o primeiro volume de “Quarentena” ele mudou a linguagem, para fácil assimilação do público. “Foi uma forma gostosa de fazer comunicação científica. Então, é uma linha que vai continuar”.
Os relatos escritos também confortaram o médico diante das perseguições sofridas por defensores da cloroquina no combate ao vírus. Lacerda ficou conhecido pelo estudo que refutou a cloroquina como fármaco eficaz contra a Covid-19. Ele deveria ter sido condecorado pelo trabalho, mas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou a homenagem, que foi retomada no ano passado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva.
“A experiência de escrever como cientista teve todo aquele desfecho trágico. Aí foi uma forma de escrever numa linguagem simples, para me comunicar com a população. Não deixou de ser uma forma de fugir daquilo”, disse. Nos livros, Marcus Lacerda descreve momentos de impotência diante das ações da natureza e transmite ao leitor sensação semelhante à confiança pós-atendimento médico.
O livro está disponível para venda. Para mais informações clique aqui.
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