Governo anuncia acordo com empresas médicas e diz que operação tartaruga acabou, mas Sindicato dos Médicos considera a proposta ruim

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil)), anunciou agora há pouco que chegou a um acordo com as 15 empresas médicas que atuam nas unidades de saúde do Estado e garantiu o retorno imediato de todos os serviços médicos que estavam suspensos. A medida vem após uma semana de redução nos atendimentos, como forma de protesto dos profissionais devido a atrasos nos pagamentos. O Sindicato dos Médicos, entretanto, está convocando a imprensa para questionar os termos oferecidos pelo Governo, que considera prejudiciais à categoria.

O anúncio foi feito após uma reunião entre o governador, representantes de cooperativas médicas, equipes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Durante o encontro, as partes discutiram os débitos em questão. Foi sugerido um cronograma de pagamento para as empresas médicas, visando regularizar os pagamentos atrasados.

Com o estabelecimento de um cronograma de pagamentos, o Governo espera que os profissionais de saúde recebam o ressarcimento de serviços prestados, o que possibilitará a normalização dos serviços nas unidades estaduais de saúde.

Sindicato contesta

Em nota, o Sindicato dos Médicos disse que vai pedir o auxílio ao Congresso Nacional, buscando uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade para suspender os dispositivos que prejudicam diretamente a saúde pública no Estado e contesta o acordo anunciado por Lima.

“Durante a manhã desta quinta-feira, houve uma reunião entre o governo estadual e a classe médica, na qual foi comunicado que apenas um mês dos salários atrasados será quitado ainda este ano, enquanto os demais serão pagos em 2024, distribuídos em cinco parcelas. Este atraso salarial agrava uma situação já precária de falta de insumos e desabastecimento das unidades de saúdes”, afirma a entidade.

A crise na saúde continua.

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta