Giramundo da Roda Viva

“Que tal um samba, tomar um banho de sal grosso e sair do fundo do poço”.

É, meu caro Chico…depois do voleio de Richarlison e da caneta de Xandão, falta muito pouco. Vamos fazer um samba sim e tomar um banho de sal grosso no espelho d’água da Esplanada dos Ministérios em janeiro. E, finalmente você vai poder receber o seu prêmio Camões.

O roda mundo, roda-gigante, roda moinho, roda pião chegou e o tempo rodou num instante nas voltas do seu e de nossos corações.

No terraplanismo da toga, representado pela juíza Mônica, o direito é sempre peça de ficção dando ganho de causa para o Zero 03. Despacho “tá pago”, bananinha partiu Qatar, foi levar pen drive com a letra do Roda Viva pro Emir.

Uma decisão ideológica e não jurídica, dos mesmos autores de: “a terra é plana”, “usem cloroquina” e “Et de bilu em Ratanabá”.

Na velha parceria no bom estilo Eduardo e Mônica, “falavam coisas sobre o planalto central, além de magia e meditação”. Mônica passou no Vestibular URSAL e cravou em seu despacho, Roda Viva pode não ser de Chico.

Depois dessa, fiquei na dúvida se Dom Quixote de La Mancha era mesmo de Miguel de Cervantes e Mona Lisa de Da Vinci. Dom Casmurro com certeza é de Olavo de Carvalho e Guernica, meritíssima juíza, certamente será de um artista de Ratanabá, pintado e patrocinado com incentivos da Lei Adnet.

Nessa lógica pagã, de decisão solitária e monocrática, arbitrada com devaneios, as pirâmides do Egito são de autoria de Rei Charles III, deveriam está em Piccadilly Circus.

Acho que essa meritíssima sem mérito, é fã de Latino e Gustavo Lima.

Com esses despachos, tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. Nas quatro linhas da constituição, já andei com cobras, porém nunca rastejei igual elas. A gente até se mistura, mas nunca se iguala.

O que eu sei, meu estimadinho, é que logo, logo vai passar nessa avenida um samba popular e que o tempo passou na janela e só a juíza não viu.

É um Giramundo Parabolicamará, onde o direito desconhece direitos e obras, ignora a genialidade de Chico e ainda libera emoções para o extremista Papito Rani desferir “sete chibatadas” no lombo de Gilberto Gil no Qatar.

No auge da sua brasilidade nagô, aos 80 anos, sendo um gênio “imortal” da ABL, a agressão insulta um símbolo de paz e resistência ao fascismo e o ódio.

“Gente estupida, gente hipócrita, pessoa nefasta, reza, chama pelo teu guia”. O guia dele “vaza” em breve, depois da Missa do Galo com Padre Kelme, com direito a salmos e sermões no juízo final. Verdadeira expulsadeira, pé na bunda, sai inhaca, sai carniça e show de despedida com sertanojos.

Porém, o ovo chocado dessa serpente continua deixando rastros em recentes episódios como na escola invadida por assassino neonazista e músico negro agredido por nazifascista em Curitiba.

Em todos os episódios uma única lógica, todos os agressores foram paridos pela mãe de Taubaté, a noivinha do Aristides.

Os extremistas continuam rezando para o muro, batendo continência e cantando hino a pneu.

Na frente do quartel, orações, rezas e unção. Na igreja, arminha e muito ódio. Nas rodovias, o gado sendo abandonado pelo seu dono. Vai entender essa lógica.

Nesse shopping das ilusões e pesadelos, temos uma tarefa urgente e necessária. Já tiramos o capataz miliciano, mas precisamos remover o seu entulho bolsonarista. É a black fraude e o varejo do consumo na torre das donzelas, habitada por zumbis de uma seita semelhante ao Templo dos Povos de Jim Jones, que ainda continuam vagando por aí, sem ter encontrado o caminho de volta pro esgoto.

Enquanto o gol impresso e auditável, feito nas balizas do Qatar naquele estádio de 974 lápides não sai, os extremistas esperam mais 72 horas na frente dos quartéis na chuva, e isso já passa de um mês. Será que estão se sentindo otários ou falta mais alguma coisa?

Na hora do jogo Brasil com a Suíça, Bolsonaro jogava com seus fantasmas fazendo um gol contra as universidades e a educação, dando um tiro de misericórdia na “balbúrdia” com mais um bloqueio de verbas. Uma ação criminosa na calada da noite, para o mercado sorrir e a bolsa subir.

Quando o ópio do povo no entretenimento com pão e circo divertia, o governo miliciano se vingava num último ato de revanche e covardia.

O samba, a viola, a roseira / um dia a fogueira queimou / foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou / no peito a saudade cativa / faz força pro tempo parar.

Eu também quero que chegue logo a roda viva e carregue essa gente pra lá.

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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