Fazendo um job na rádio

Pois é… para você que se preocupa muito com a inteligência artificial, como dizia Amazonino, “eu me pelo de medo” mesmo é da burrice natural. Então morra, minha filha!!

Entre contos e poemas, eu conto ou vocês contam para o Chico Bento governador, sobre Adélia?

Adélia continua trabalhando aqui na rádio do Ronaldo Tiradentes, lendo teleprompter on-line, no alto dos seus 87 anos.
Além de fazer esse “bico” no Pauta Quente Podcast, nossa ilustre escritora premiadíssima, faz um job semanal escrevendo “abobrinhas ácidas” nas crônicas semanais, como colunista convidada do blog Hiel Levy, com o nome de Sancho Pança de La Mancha, direto de Divinópolis.

Colega do Wiçú, o Mazzaropi das Minas Gerais, a flor mais apodrecida do cinismo fascista, também conhecido como “baba-ovo premium”, confirmou que existe uma alface intrusa no meu agrotóxico. Fez delação premiada.

Zema, passa recibo do tamanho da sua ignorância, desconhece a importância literária da escritora Adélia Prado, conhecida não apenas pelos seus livros, mas pelos prêmios já recebidos, como o Jabuti de Literatura, o Literário da Biblioteca Nacional e o prêmio Clarice Lispector, em 2016.

Por aqui, como por lá, no vale do Jequitinhonha, alguns apontamentos também são necessários, para além da indigência cognitiva desse capiau e de seus pares olavistas.

O povo Yanomami, no extremo norte do país, na divisa com a Venezuela, são grupos de indígenas isolados, que vivem em comunidades e moram em casas circulares com capacidade para até 400 pessoas. Acreditam na igualdade entre eles, cada comunidade é independente e não reconhecem chefes. Suas decisões são tomadas coletivamente em consenso, com todo mundo tendo direito à palavra.

Com essa lição, nos deixam um rico aprendizado: “mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atena”.

Não faz muito tempo que os yanomami tiveram o primeiro contato com o homem branco, em 1940.
Depois de 700 anos, aproximadamente foram “achados” pela cobiça e pela insensatez.

“O peixe come o mercúrio, a gente come o peixe, a gente morre”, frase dita por uma criança yanomami, é uma verdadeira sentença de morte coletiva de cortar o coração.

Vendo um grande nicho para evangelização e um negócio lucrativo, Damares, Bolsonaro e seus emissários evangélicos, escolheram a ONG Missão Caiuá para “cuidar” daquelas almas, destinando R$ 872 milhões para assistência aos indígenas, mas não levaram sequer o básico que é comida.

Se torna urgente e necessária uma apuração, investigação e punição a todos os envolvidos com esse genocídio aos povos originários, que vivem sua pior crise humanitária com desnutrição, doenças e covardes violências. Tribunal de Nuremberg já!

E, já que o senador Apagadinho Valério não os visitou e disputa um lugar na goiabeira de Damares, como diz o seu “mister” Ribamar Bessa, fazendo lembrar o legado do também jornalista seu xará, Plínio Salgado do integralismo, vou ali fazer uma visita para os nossos irmãos yanomami que “estão numa situação difícil e precisam de nossa ajuda”.

Nessa simbiose da linha do tempo, “ninguém solta a mão de ninguém”, de Plínio Salgado a Plinio Valério, Eiru Nepal como “terrinha” e pátria mãe, tem saudades do Negão e vergonhas do senador. Que situação, meu caro Ribamar Felix!

Só pra contextualizar, antes de surgir a(o) Nutela eu já era geléia de Mocotó, natural e glúten free, evidentemente, e nem precisava da chapelaria do senado. Sempre soube que a saracura, quando canta na cabeceira, é chuva na certa em no máximo três dias. Esse senador parece que não sei!

Cantarabaia xuia xalamalarai decantas. Com essa lorota evangélica, oremos e traduzimos: “como é difícil irmãos, viver sem o Cid, o médico que colocou o silicone de graça, não ter mais os cartões corporativos e ainda presenciar o nascimento do 05”!!

Pecado mesmo é negar a ciência, não cuidar das pessoas na pandemia, deixar os Yanomami morrerem de fome. Viu, Micheque?! Jenipapo e urucum para você!

Só por curiosidade mesmo e também para me planejar; a implantação do comunismo vai ser agora depois do carnaval ou vai ficar pra depois da Páscoa?

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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