Escola estadual recebe o primeiro biogestor instalado na rede pública

Na última segunda-feira (10/08), a Escola Estadual Cid Cabral Da Silva recebeu o lançamento do projeto Escolas do Futuro, que contou com a apresentação do primeiro biodigestor instalado na rede pública de ensino, tecnologia que utiliza resíduos orgânicos para geração de energia e biofertilizantes. O evento marcou o início da iniciativa sustentável – liderada pela Eneva em parceria com a Amazônia B e o Instituto Ecoleta. A estimativa é que o biodigestor produza gás suficiente para suprir cerca de 70% do abastecimento da escola.

A solução, que une inovação, bioeconomia e educação sustentável, será adaptada à realidade das unidades de ensino participantes, transformando resíduos orgânicos em energia e biofertilizante, ao mesmo tempo em que se tornará uma ferramenta permanente de aprendizagem entre os estudantes. Mais nove escolas da rede pública de ensino do Amazonas irão receber o equipamento, que irá beneficiar cerca de 5 mil estudantes, promovendo o aprendizado na prática de conceitos sobre economia circular, sustentabilidade e inovação.

“O projeto tem o papel de despertar os alunos para que eles ocupem esse lugar de cidadão com o conhecimento sobre essa cultura sustentável. É gerar um impacto positivo neles para que eles possam fazer escolhas melhores não só enquanto cidadãos, mas também escolhas profissionais que possam fazer diferença no futuro do nosso meio ambiente. O objetivo é de fato provocá-los para essa consciência, aproveitando essa potência que é o ambiente educacional”, afirmou Bellmond Viga, diretor da Amazônia B.

Também participaram do evento, o coordenador de Relações Institucionais na Região Norte, Márcio Lira, os gerentes da planta do projeto Azulão 950, Miguel Lobo e Thiago Cury, e Tarinara Pedrosa, supervisora de Meio Ambiente regional da companhia. A secretária executiva adjunta da capital da Secretaria de Educação do Estado do Amazonas, Edilene Pinheiro, representou as autoridades estaduais.

“O que torna esse projeto tão especial é a capacidade de transformar conceitos como economia circular, transição energética e mudanças climáticas em experiências concretas para os estudantes. Ao ver resíduos orgânicos se transformarem em energia renovável e biofertilizante, os alunos compreendem na prática que os desafios ambientais podem ser enfrentados com inovação, conhecimento e ação local. A Eneva tem o compromisso de apoiar iniciativas que gerem valor duradouro para as comunidades e ampliem oportunidades para as novas gerações. Esse projeto é um símbolo disso.”, afirmou Márcio Lira, coordenador de Relações Institucionais na região Norte da Eneva. 

A secretária executiva adjunta da Secretaria de Educação do Estado, Edilene Pinheiro, agradeceu a presença de todos os representantes, parabenizou a equipe da escola Cid Cabral pela articulação e afirmou que recebe e apoia iniciativas que promovem o conhecimento dos estudantes.

Ao todo, o projeto será implantado em dez escolas públicas: quatro em Manaus, duas em Silves, duas em Itapiranga e duas em Rio Preto da Eva. Mais do que instalar um equipamento, a iniciativa transforma a escola em um ambiente onde tecnologia, inovação e sustentabilidade passam a fazer parte da rotina, permitindo que os estudantes aprendam, na prática, conceitos como economia circular, bioeconomia, inovação e sustentabilidade.

Durante o lançamento, os estudantes também participaram de uma Feira de Sustentabilidade com oficinas, visitas guiadas ao biodigestor e atividades sobre economia circular, compostagem, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aproveitamento dos alimentos, bioeconomia e o funcionamento da tecnologia instalada. A proposta é envolver os alunos diretamente nas experiências, conectando conhecimento e prática dentro da própria escola.

Quando a tecnologia também ensina

Os biodigestores HomeBiogas utilizam bactérias anaeróbias para decompor resíduos orgânicos em um ambiente fechado. O metano gerado nesse processo é capturado e transformado em biogás, utilizado no preparo das refeições da escola. O material restante se transforma em biofertilizante, empregado nas hortas e áreas verdes da unidade.

Com a implantação do projeto, mais de 20 toneladas de resíduos orgânicos vão deixar de ser destinados aos aterros sanitários ao longo de um ano. A iniciativa também poderá evitar a emissão de aproximadamente 8 toneladas de CO₂ e até 300 quilos de metano por ano.

Cada equipamento processa até 10 quilos de resíduos orgânicos por dia. Após a instalação, o biodigestor passa por um período de 25 a 30 dias para a formação da microbiota responsável pela biodigestão. Somente após essa etapa o sistema inicia a produção de biogás e biofertilizante.

Impacto para as escolas

Alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 4 (Educação de Qualidade), 7 (Energia Limpa e Acessível), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Climática), o Projeto Escolas do Futuro – Guardiões da Amazônia demonstra como tecnologia, inovação e sustentabilidade podem transformar o ambiente escolar e aproximar estudantes de soluções aplicadas aos desafios do presente.

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