“A democracia não tem fronteiras, e intervir na Venezuela hoje não é um ato de agressão, mas o maior exercício de solidariedade democrática que o século XXI já testemunhou. Ignorar esse chamado é permitir que o conceito de autodeterminação dos povos seja distorcido para servir de máscara à autodeterminação de tiranos.”(Silvio Bringel Batista)
Não poderia jamais escrever o primeiro artigo do ano sem citar o início da libertação do povo sofrido da Venezuela.
Para tanto, escolhi um trecho de um primoroso artigo que recebi de um amigo de WhatsApp.
E digo mais, o discurso diplomático e de apoio ao país vizinho por parte de Lula et caterva, não passa de um teatro bufo, posto que não presta solidariedade a quem de fato merece toda atenção nessas horas que são nossos irmãos de fronteira.Mas vamos então ao texto que separei para atender ao título deste artigo, primeiro de 2026.
Gostaria muito de iniciar o ano novo escrevendo sobre amenidades com assuntos edificantes ou pelo menos com a cara de quem acredita sempre num amanhã melhor, entretanto, certas autoridades políticas e judiciais não me permitem assim escrever.
Os diálogos a seguir e seus indefectíveis personagens são fictícios podem crer. E quem quiser fazer seus exercícios de adivinhação sobre quem é quem, que o faça livremente.
Tenho lá meus receios de citar nomes para não ir parar na Papuda como tantos patriotas brasileiros foram parar apenas pelo simples motivo de discordarem do establishment.
Devo porém afirmar, que muitos dos personagens que protagonizam esses diálogos podem ser sim gente de carne e osso, as quais, por absoluta necessidade de sobrevivência política e moral e num desespero, tentam uma saída que salve suas peles como soi ser em todas as ocasiões em que o calo aperta. Vamos lá!
Toca o telefone vermelho numa sala aquecida do terceiro andar da corte.
-Alô! Oi Ministro Amiguinho!
-Fala Ministro Moradas!
-Olha, precisamos reunir eu vc e o Ministro Boca Mole. Pode ser?
-Claro! Qual é a parada da vez?
-É que a coisa tá pegando. Acho que ultrapassamos todos os limites da ética e tem uma turminha aí pronta para levar alguns de nós para a guilhotina. Nossas esposas, filhos e alguns parentes e amigos estão mandando ver nos tribunas e não perdem uma causa. Tem cônjuge aí contratada a peso de ouro.
-Pois é né! Mas fiquem tranquilos que esse caso aí do Banco Maestro eu mato no peito e mando pro gol porque já estou preparando uma liminar pra acabar com a liquidação e assim a gente segura a onda.
-Secretária, liga ao pro gabinete do Ministro Boca Mole.
-Pois não Doutor Moradas.
-Ministro Moradas o Ministro Boca Mole está na linha.
-Alô meu nobre!
-Fala Moradas!
-Seguinte, cê tem que frear esse ímpeto da turminha destra que teima em pedir impeachment dos nossos colegas.
-Xá comigo Moradas. Já baixei uma liminar impedindo por tempo indeterminado essa onda persecutória contra eu, você e nossos colegas de corte.
-Ainda bem meu meu chapa você é o cara.
-Aproveitando a ocasião, tem uma vaguinha aí de professor no vosso instituto jurídico? É que gostaria muito de ocupar o tempo e visitar alguns países fazendo umas conferenciazinhas pra ganhar uma grana extra.
-Mas é claro Moradas! Sua cadeira de direito constitucional está reservada.
-Maravilha meu querido fico devendo mais essa.
Para que o projeto de poder ilimitado não deixe margens para dúvidas ou contestações, a turma precisa da mão amiga de um setor metido a ser o quarto poder.
Aí entra em campo aquele jogo de compadres onde o órgão acusador tem que entrar no game ora fazendo corpo mole ora emitindo parecer que livre a cara da turma da corte.
-Como vai Ministra Translúcida?
-Bem companheiro Brontossauro!
-Olha, temos que falar com nosso amigo Gourmet que a gente ajudou a chegar lá no Parquetemplário.
-Mas o que tá pegando?
-O Gourmet tem que segurar a onda das denúncias que sobem pra ele principalmente as que envolvem advocacia administrativa, peculato, nepotismo e abuso de poder.
-Ah sim Ministro Brontossauro! Já vou ligar pro protetor geral a fim de lembrar dos favores que ele nos deve.
Houve um jogo de futebol na cidade de Laranja capital de um certo país das Lhamas
em que o time de camisa verde, amor da vida do Ministro Amiguinho, disputou um troféu.
Ministro Amiguinho pegou carona num jatinho particular pertencente a um banqueiro por nome Invocado.
Ocorre que banqueiro Invocado dono do Banco Maestro tinha interesse em melar qualquer tentativa de impedimento da liquidação do seu banco e aí vieram os seguintes diálogos dentro do jatinho com um certo causídico associado ao banco.
-Ministro Amiguinho, será que daria pra V. Exa. impedir essa liquidação?
-Pode deixar meu chapa que vou avocar pro meu gabinete todos os rolos desse caso. Vou impor sigilo, vou bloquear quaisquer tentativas de convocação no parlamento e ainda vou propor uma acareação entre o Banco Centralizador e o meu amigo Invocado. Tudo isso para embaralhar o jogo, ganhar tempo e deixar a poeira assentar.
-Perfeita essa manobra Ministro Amiguinho! Não vamos permitir que V. Exa. é demais ministros da casa sejam vítimas da maledicência da mídia ou do parlamento.O órgão previdenciário federal entrou em crise após saqueadores profissionais,
criminosos contumazes e gente nascida para delinquir se associaram para roubar a grana da aposentadoria dos velhinhos.
Entre essa turminha mal acostumada, servidores do órgão, filho e irmão do Barbuxo, advogados de sindicatos, parlamentares e ministros de tribunais superiores.
Aí, para salvar a pele dessa gentalha, nada melhor do que as mãos amigas da corte.
-Ministro Acácio?
-Sim meu grande irmão senador como vai?
-Tudo na santa paz menos para alguns dos nossos que estão encalacrados nessa comissão parlamentar!
-Mas qual o vosso pedido?
-Seguinte:-Você tem como livrar a pele do filho e do irmão do nosso amigo Barbuxo impedindo a convocação deles?
-Olha, impedir não tenho como porque a Comissão é soberana mas vou agir aqui junto a alguns parlamentares com processos na minha mesa e lembrar a eles dessa corda no pescoço. E ainda posso dar um salvo conduto para que fiquem de bicos calados caso convocados.
-Muito bem meu querido Ministro Acácio! Tenha a certeza que são gestos como esse que provam que nosso voto em V. Exa. foi medida mais que acertada.
Pois bem!
Se alguém ainda não percebeu, se algum jornalista não disse ou algum órgão da imprensa ainda não citou eu digo: NOSSA REPÚBLICA APODRECEU, A NAÇÃO SE CURVOU, A POLÍTICA CONTINUA APEQUENADA, A IMPRENSA SE VENDEU E O POVO BRASILEIRO ESTÁ ORFÃO DAS SUAS MAIS NECESSÁRIAS INSTITUIÇÕES.
No rítmo judicial em que caminhamos e na balada política em que avançamos, o Brasil já está no mais profundo abismo moral, jurídico e político como nunca antes e nos encontramos quase num caminho sem volta. Oremos!
Té logo!
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