O deputado Dermilson Chagas (PP) mostrou agora há pouco, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, um documento enviado pela empresa J.A Souto Loureiro S/A (Laboratórios Reunidos) para a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) comunicando o encerramento das suas atividades laboratoriais para demandas dos transplantados.
“Vocês acreditam que o Governo deixa esses pacientes sem esse serviço importantíssimo por causa de uma bagatela de 185 mil reais?”, questionou o parlamentar. “Para a gente pode ser um valor significativo, mas para o Estado esse valor é completamente irrisório, afirmou Dermilson.
No documento enviado pela empresa, há destaque para quatro fatos principais que fundamentaram o encerramento das atividades. Entre eles está a falta de cobertura contratual e a inadimplência de quatro meses do governo com a empresa. “No documento, o laboratório destaca que durante esses meses arcou com as despesas, mas no presente momento, não há mais disponibilidade financeira para isso, tornando inviável a continuidade das operações laboratoriais”, explicou o parlamentar.
“Além disso, a empresa deixa claro que não houve qualquer manifestação da Susam para evitar o encerramento dos serviços”, destacou Dermilson, citando o parágrafo que explicita isso. “Considerando que não houve qualquer manifestação da SUSAM quanto ao Processo no. 1701.014293/2019, impetrado com vistas à contratação emergencial ao objeto, a fim de evitar descontinuidade do serviço”, diz o documento.
Para o parlamentar, não há motivos que justifique o não pagamento do contrato. “São quatro meses de atraso. E isso não acontece somente com esse laboratório, mas também com outras empresas e cooperativas. Encerram contratos com hospitais que atendem pacientes renais, e agora são os transplantados. Espero que esse Governo tenha piedade da população. São pessoas que não merecem isso. A saúde não espera senhor governador”, alertou Dermilson.
O deputado governista Francisco Gomes (PSC) afirmou em aparte que entrou em contato com o secretário de Saúde, Rodrigo Tobias durante o discurso do colega. Ele me disse que essa situação foi equacionada já”, afirmou.
Dermilson disse que seu interesse era que fosse resolvida a questão e não equacionada. “Eu entendo que você falou com o secretário e não tiro seus méritos, mas o que me interessa é que resolva e não que finja que resolveu”, enfatizou Dermilson, que estipulou até o final desta semana para que tudo seja resolvido e o funcionamento do serviço, normalizado.
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