Por Ronaldo Derzy Amazonas*
Já foi falado, escrito e repetido centenas de vezes e por gente do ramo das análises políticas e em todos os meios de comunicação e redes sociais sobre a aplicação mais que justa da Lei da Ficha Limpa à candidatura do ex presidente e presidiário Lula.
Eu não sou e nem me arvoro de analista político e, o máximo que posso tratar em meus artigo sobre o assunto, tem muito a ver com as minhas percepções, leituras e até bate papos sobre o assunto, portanto, o que escrevo, carrega também a minha opinião pessoal, logo, sujeita às emocionalidades.
No caso presente em que o país inteiro aguardava com inquieta expectativa o desfecho do julgamento por parte da mais alta corte eleitoral do país sobre o registro de candidatura do ex presidente, deu-se a lógica jurídica por ampla maioria barrando a pretensa candidatura em que pese um voto discordante e estranho de um ministro do STF com assento no TSE cujo passado de advogado das causas da esquerda vergonhosamente o compelia a proferir não só um voto mas, o intimava a manifestar-se a favor de seu ex patrão ou padrinho da sua indicação para a suprema corte. Um voto de gratidão!
Pois bem, definida a inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, ao invés de Lula livre o país fica livre de Lula, as eleições seguem seu caminho com um pouco de atraso e de solavancos e o Brasil poderá ouvir, assistir e analisar propostas e programas de partidos e candidatos nem tão puros tampouco santos mas que se submeteram ao crivo da Lei Eleitoral e passaram incólumes.
Quanto ao PT e a Lula resta-lhes fazer uma profunda autocrítica, depurarem-se dos seus membros podres, retornarem à origem de um partido feito por alguns homens e mulheres de bem e, só então, submeterem-se a um novo julgamento eleitoral e não judicial.
O Partido dos Trabalhadores, principalmente seu principal expoente, após um lindo e emocionante nascedouro no início da década de 1980, alcança um triste e lamentável momento três décadas depois que a todos nós envergonha e, tudo isso, só terá sido válido, se o emblematismo e o didatismo dessa impugnação alcançar o meio político para que novos partidos dos trabalhadores e novos lulas não surjam novamente com os mesmos vícios.
Té logo!
*O autor é farmacêutico e empresário
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