Arthur ataca Amazonino: “Não fez nada em Manaus e acha que vai ganhar eleição cooptando prefeitos”

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O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), fez hoje o mais duro ataque ao governador Amazonino Mendes (PDT), seu aliado na eleição suplementar do ano passado, afirmando que “não está fazendo nada por Manaus” e não honrou o compromisso pessoal, firmado entre os dois, de destinar R$ 100 milhões para a infraestrutura da capital. “Pior ainda: segundo cálculos do deputado Serafim Corrêa (PSB), o Estado deve entre setecentos e oitocentos milhões do ICMS repassado a menos para a cidade nos últimos anos”, acrescentou.

Arthur tem estado muito próximo do senador Omar Aziz (PSD), que alimenta nos bastidores a intenção de ser candidato a governador este ano, em oposição a Amazonino, a quem também apoiou em 2017. O prefeito de Manaus afirmou nos últimos dias que terá um time forte, em condições de fazer uma ampla aliança para disputar a eleição deste ano. Ao mesmo tempo, reafirmou que não será candidato a nada. “Eu disse isso desde o começo. É que a gente tá acostumado com político que brinca, e por isso parecia que eu estava blefando, dizendo isso para atingir aquilo”, afirmou, em visita à obra de recuperação da drenagem da avenida Djalma Batista.

“Aqui, quem estiver comigo, vai ganhar a eleição”, afirmou. Nas quatro últimas eleições ocorridas no Estado, ele se saiu vencedor. Foi eleito e reeleito prefeito em 2012 e 2016. E apoiou José Melo (PROS) em 2014, na eleição para o Governo do Estado, quando aliás seu filho, Arthur Bisneto (PSDB), foi o deputado federal mais votado. Os dois romperam com Melo antes que eclodisse o escândalo da operação Maus Caminhos, que acabou minando a gestão e ajudando a derrubar o então governador, hoje preso. No ano passado, apoiou a campanha vitoriosa de Amazonino.

Comentando hoje os últimos movimentos de Amazonino, Arthur afirmou que o governador está enganando o funcionalismo, ao afirmar que criaria um “gatilho” para promover reajustes salariais sempre que a arrecadação melhorar, sem romper o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Eu tenho cumprido as datas bases para todas as categorias, até para aqueles servidores sem carreira específica. E me mantenho muito confortável em relação aos limites legais. Ele esta em situação periclitante e vem com essa história de gatilho, que é uma falácia em tempos de inflação baixa”, atacou.

Questionado sobre a reunião do governador com os prefeitos, ocorrida há cerca de dez dias, o prefeito de Manaus foi ainda mais enfático: “Quem pensa que ganha eleição cooptando dois mil e quinhentos prefeitos está enganado. Ela pode reunir com os prefeitos que quiser e oferecer o que for. Eu não sou prostituta política. Não compro nem vendo nada. Se ele quiser resolver a situação de Manaus, que negocie o que deve e pegue logo a primeira parcela, sem ficar com essa coisa esquisita de 171, empurrando com a barriga”.

 

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Este post tem um comentário

  1. Felipe

    PREFEITO não que o Amazonino seja muito diferente do Sr., mas esse ainda faz o migué , o sr. nem isso ta fazendo, o sr. é muito bom em falar fazer que é bom tá difícil.

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