Amom lança suspeita sobre qualidade da água na Ponta Negra

Brasília/DF – Em reunião com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), nesta quarta-feira (03/09), o deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) questionou a qualidade da água do Rio Negro, na região da Praia da Ponta Negra, em Manaus (AM). A visita também foi para apresentar a estrutura da sala de situação montada na agência. Os próprios dados reunidos no local foram usados por Amom para indicar de onde escoa a poluição que tem contaminado um dos principais pontos turísticos na capital.

“Apesar da prefeitura falar que faz o monitoramento de balneabilidade sabemos que a água da praia da Ponta Negra está contaminada. Não há um monitoramento sério porque sabem disso e a consequência seria interditar o local, que é frequentado por muita gente”, explicou o deputado aos diretores e presidenta da agência.

Apontado no mapa ao vivo, o desague da água contaminada no Rio Negro acontece em um trecho escondido do bairro Tarumã, que é interligado à uma marina, conhecida como Marina do Davi. O início da poluição ocorre a alguns quilômetros, no bairro Redenção.

A presidente da agência, Verônica Sánchez, legitimou a preocupação do deputado e reforçou que é competência dos órgãos estaduais e municipais implementar as soluções. “O seu depoimento é muito importante, porque nos motiva a aprimorar e auxiliar com que os reguladores aprimorem os seus procedimentos”, enfatizou.

A prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), anunciou, em janeiro de 2025, que iria monitorar diariamente a qualidade da água em 11 pontos do Rio Negro – todos na Ponta Negra. O local é conhecido por constantemente ter níveis de bactérias fecais na água que excedem o aceitável. Havia a promessa de que os dados seriam entregues até março deste ano, mas não há registros.

Compromisso com dados

A ANA possui o Programa de Estímulo à Divulgação de Dados de Qualidade de Água (QUALIÁGUA), que estabelece metas mínimas a serem cumpridas pelos estados. O Amazonas participa desde de 2020 da iniciativa, com a gestão da Semma, no grupo dos estados com estrutura inexistente. Isso significa que os objetivos visam a padronização, capacitação e melhoria das práticas de laboratório, para melhorar a qualidade dos dados e das informações.

O Superintendente de Gestão da Rede Hidrometeorológica, Marcelo Medeiros, explicou que são contratadas empresas nas regiões em que há um nível estruturante inadequado para fazer o monitoramento. No Amazonas, em 2023, foram monitorados 198 pontos. Por falta de orçamento na agência os resultados desse ano ficaram para 2026. Amom se prontificou a resolver a questão.

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