Agora ou nunca!

Por Dauro Braga*

Tenho lido e ouvido inúmeras opiniões de analistas econômicos, políticos e técnicos de renome nacional e internacional, uns se posicionando a favor das reformas estruturais, e outros contra, cada um deles apresentando um rosário de argumentações técnicas e filosóficas todas elas baseadas em sua própria análise e observação. A meu ver, todas as partes antagônicas envolvidas no assunto têm um pouco de razão, no entanto, a nação não pode esperar mais que as discussões efêmeras e pirotécnicas se alonguem indefinidamente sem que cheguem a um denominador comum, pois das reformas estruturais depende a sobrevida do país.

Chegamos a um ponto tão crucial que, “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Qualquer pessoa que enxergue um palmo à frente da cara, sabe que não temos outra saída. Muitas pessoas que estocaram “Direitos”; ao longo desses anos terão que abrir mão
de parte desses Direitos, para que outros brasileiros sejam salvos. Quando um avião perde um dos motores, a primeira coisa que o comandante determina que façam é, joguem fora as bagagens para que salvemos a aeronave e a nós próprios. Por força das circunstâncias criadas por governantes irresponsáveis, corruptos, perdulários e impatriotas, todo o povo irá perder, para que a nação continue a caminhar.São tantas as perdas que já tivemos, mais algumas, podemos suportar, desde que sejam para “o bem de todos e felicidade geral da nação”.

A maior gritaria que se ouve é da minoria barulhenta que não quer abrir mão de Direitos adquiridos e estocados ao longo de vários anos, muitos deles fabricados de conformidade com o escopo da Lei, porém de uma imoralidade que faz corar anjo de pedra. Essa leva de descontentes, os primos rico do governo, os marajás da previdência social, têm que entender que, o país não pode conviver com essa desigualdade injusta e criminosa. Por outro lado, o mundo tecnológico globalizado, as novas regras de mercado, o alongamento do perfil da vida cronológica, a deterioração da classe política e tantos outros fatoresexógenos, são imperativos que exigem reformas estruturais e mudanças comportamentais, sem o que, a nação não terá condições de enfrentar a nova realidade que se descortina no horizonte mundial. Provavelmente, todo o processo de metamorfose da borboleta seja precedido de sofrimento e dores em cada etapa da sua transformação, porém, vendo a estrutura disforme do casulo e contemplando agora a beleza da borboleta é que podemos dá o real valor ao sacrifício, e afirmar com convicção, valeu a pena!

O Brasil é um paciente extremamente grave em função das inúmeras moléstias contraídas de maus brasileiros que o infectaram criminosamente. A cura depende de processo cirúrgico de alta complexidade, porque o paciente se encontra fragilizado e altamente infectado, e em razão disso, já não absorve totalmente as drogas analgésicas contra a dor, e as grandes doses do remédio amargo para a cura das infecções.

Os críticos das reformas e os representantes da minoria intelectualizada descontente prestariam muito mais serviço à nação, se em vez de críticas apresentassem soluções. No bojo dessas discussões, não cabem paixões políticas partidárias, vaidades pessoais ou interesses corporativos. A única bandeira que deve nortear a coluna dos reformistas deve ser a bandeira das transformações, tendo como cores predominantes, o verde, amarelo azul e branco. O Brasil espera e confia que seu povo saiba escolher o melhor entre os melhores, para conduzir com coragem, determinação e patriotismo a bandeira das reformas que irá salvar a pátria e a todos nós.

Não adianta chorarmos o leite derramado. Sejamos corajosos, destemidos e patriotas, capazes de combater o bom combate, e assim, fazermos as grandes transformações que a
nação exige, pois essa missão foi legada à geração atual, não há espaço para a omissão, é agora ou nunca.

*O autor é empresário (daurofbraga@hotmail.com)

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