O senador Eduardo Braga (MDB) desembarcou ontem em Manaus preocupado com dois assuntos: a Zona Franca do Paraguai, que segundo ele já seduz empresas em todo país, inclusive no Polo Industrial de Manaus, e a Segurança Pública, “uma prioridade a exigir medidas urgentes”.
Braga está disposto a encampar a luta para mostrar ao país que a Zona Franca paraguaia é uma ameaça real não apenas à economia do Amazonas, como também a todo setor industrial brasileiro. “Eles jogaram pesado. Baixaram os impostos ao menor nível possível, adotaram uma política trabalhista que só beneficia as empresas e com isso baratearam muito a mão de obra. É uma concorrência desleal, que o Brasil precisa combater”, explica.
“A maior ameaça ao nosso Pólo Industrial restá na localização dessa nova Zona Franca. Eles estão ali ao lado do mercado consumidor do Sudeste, o mais atraente da América do Sul e principal cliente das nossas indústrias. Há multinacionais estudando sério a possíbilidade de se instalar ali”, diz o sernador.
Nos próximos dias ele pretende levar a TV Senado ao Paraguai, para mostrar como funciona a Zona Franca ali instalada e alertar o Governo Federal sobre a necessidade de adotar medidas para evitar que o setor industrial brasileiro seja prejudicado. “Já há grandes empresas brasileiras instaladas lá, como a fábrica de roupas da Riachuelo. Precisamos acender o sinal de alerta”, conclui.
SEGURANÇA
Braga também pretende trabalhar para que projetos focados na Segurança Pública sejam votados com a máxima urgência no Senado. “Nós precisamos criar um sistema que faça o setor funcionar como é necessário. O problema não é exclusivo do Amazonas. É de todo país. Não faço aqui uma crítica pontual ao trabalho de nossos policiais. São abnegados que trabalham com muita dificuldade, contra o crime cada vez mais organizado. Precisamos proporcionar aos agentes da Segurança mecanismos para que possam combater o crime com mais organização e profissionalismo”, afirma.
Braga não quer falar de política por enquanto. Provocado pelo blog, ele disse que o momento é de muito trabalho. “Não posso me dar ao luxo de ficar pensando em eleição, quando há prioridades para atacar. Isso aí fica para junho”, disse ele.
Compartilhe isso:
- Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
- Clique para enviar um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir




