A triste realidade da Assembleia de Deus, envolvida em escândalos pelo país

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Tenho um carinho enorme pela Igreja Evagélica Assembleia de Deus. Fui criado nela. Meu pai era um de seus mais destacados pastores. Respeito muito as lideranças autênticas e a fé dos seus membros. E lamento profundamente o envolvimento de alguns líderes em casos rumorosos de corrupção, como o que acaba de ser denunciado pelo Ministério Público Federal, sobre o pagamento de propina ao deputado Eduardo Cunha, usando a instituição como intermediária.

Dizia o rei Salomão, que a Bíblia trata como o homem mais sábio que já pisou na terra, que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria”. Tudo me leva a crer que estas falsas lideranças perderam totalmente o temor de Deus. Usam Seu sagrado nome para cometer os crimes mais escabrosos.

Nem vou me ater ao caso local, onde o deputado Silas Câmara pinta e borda com o nome do Senhor, enquanto se envolve em todo tipo de denúncia. O caso da Assembleia de Deus de Campinas, que teria sido usada pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, para lavar parte do dinheiro referente a uma propina de R$ 40 milhões, paga pela construtura Camargo Correa, mostra bem o quanto a centenária instituição religiosa precisa se reinventar.

Até a década de 90, a Assembleia de Deus teve um crescimento firme e construiu uma reputação de respeito em todo país. Lembro de ouvir muito um didato popular que dizia: “Coca Cola e Assembleia de Deus tem em todo lugar”. Algumas das novas lideranças surgidas no final do século passado decidiram, infelizmente, usar esta reputação e força para envolver a igreja com a política partidária.

Sob o pretexto de que precisavam se fazer ouvir e influenciar os destinos da Nação, escolheram os piores representantes possíveis, com honrosas exceções. No Amazonas, Silas Câmara foi eleito deputado federal tão somente porque era irmão do pastor presidente local, Samuel Câmara. Sua ficha corrida não o recomendava para o cargo – até prisões por desmanche de carros, em Senador Guiomar, no Acre, e por envolvimento com a famosa quadrilha de traficantes do Cabo Zau, em Manaus, havia no “currículo” dele.

Faltou critério, bom senso e sensatez para as lideranças e o resultado é este que se vê hoje. Vale tudo em nome da “fé”.

Que o Senhor proteja os valorosos membros da Assembleia de Deus no Brasil e não permita que sua fé seja abalada por estes escândalos. Oro também para que os que usam o Seu nome em vão sejam logo punidos com a ira divina, para que não se perpetue sua sanha criminosa e para o bem da Nação.

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Este post tem um comentário

  1. Antonio Silva

    Parabéns pela analise feita a respeito do envolvimento de Lideres da Igreja Assembleia de Deus no Amazonas com a politica partidária. Tenho certeza que isso não se perpetuara por muito tempo, alias muitos membros da mesma, já se insurgem contra essa situação lamentável.

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