A revolta dos manés, um sufoco, meu caro poeta!

É um domingo de verão
Estou pensando em me banhar na Ponta Negra
Se não quiser, eu posso dar uma chegadinha
No famoso Tarumã
Visito o Parque Dez e vou chegando
Até a ponte da Bolívia
Menina, quando entro nessa onda
Esqueço até o amanhã
Do Rio Negro de barquinho vou curtindo
O panorama da cidade
Areia branca e água preta e alvinegra
Dessas flores eu sou fã

Resolvi falar
Pra quem não visitou e conheceu Manaus,
Tô dando a dica que resolve logo
Que tua alma vai sair do caos.

Chico da Silva é sempre genial, não esquece nem de comprar a sua cuia pra tomar um tacacá, mas eu esqueço!

Falando nisso, não sei se o último ato do Bolsonaro no governo pode ser chamado de Fuga das Galinhas ou Abandono de Incapaz! Vou fazer uma consulta ao Almodóvar, nessa pele em que eu habito.

É, meu quiridu, em tempos bizarros de salada alta e muita lombra, onde nos livramos da “cuestão no tocante a isso aí”, daquelas motociatas e das lives nas quintas-feiras. Nem tudo foi cancelado, o sol ainda brilha. As amizades foram liberadas, o amor existe e é mais forte que o medo, mesmo que não pareça.

Nessa vibe, ouvir música e dançar é permitido. Ler e aprender tá disponível, principalmente pra você da turma do olavismo que acha que a terra é plana.

A esperança, a fé e o amor permanecem.

A imaginação não foi cancelada, já que somos movidos pela hélice dos sonhos.

Na minha santa caridade, nesse início de ano, entrego a doação com a mão direita e com a outra faço a self para registrar esse momento de “empatia”, demonstrando o quanto “humano” e solidário sou. E claro, postar no Instagram para lacrar com likes.

Meu ego precisa de massagem e harmonização facial, já que sou o que sou e não douro a pílula, e pra mim, Justiça social é tipo Nélida Piñon, que deixa em testamento, quatro apartamentos de luxo para seus dois cãozinhos.

É a vida, né? A vida é sempre a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros, meu poetinha.

Quando uma porta se fecha, outra se abre. Eu tive um fusca que era assim, tinha o apelido de Augusto Cury (o motivacional), por isso nunca desista de seus sonhos. Se acabou, encomende! O Padeiro de Sevillia, em sua ópera de fermentação natural, está sempre a disposição aceitando pedidos.

Seja no bar do Pina ou no Clube da Madrugada, estarei também sempre fazendo download e com o com meu HD ligado, já que levanto todo dia acordando o galo nessa praça, meu caro Heliodoro.
O coreto é um “inxtraçàlho” e o Palacete Provincial é uma tortura do passado, muita pleura passou por ali, já o colégio, uma “balbúrdia” só.

Na minha cobertura no IAPETEC com vista para o Rio Negro e Cidade Flutuante, vejo o Little Box, ouvindo repetidamente New York, New York na sua cobertura no Antônio Simões, depois de chegar do Acapulco.

Só pra contextualizar, meu caro amigo Chico da Silva, o Amazonas continua um “sufuco”, além do “pacote de bondade gospel e da bronca na tv”, temos até membros da turma “pastores da fome” que votaram contra o bolsa família. Essa turma é ungida com óleo de peroba extraído do beiradão.

Nessa larica baré, como o pastor não deixa, tenho saudade mesmo é de um peixe assado com chibé e de um xamânico rapé. Tou vendendo ervas que aliviam e acalmam, de sociedade com Marcelo Falcão.

A pergunta que não quer calar: qual será o deadline das viúvas do capitão fujão para começarem a embarcar na canoa rumo à Brasília?

O bronca na tv e o fariseu do castelinho estão alvoroçados por isso. Tem gente que muda tanto de lado, quanto o Alexandre Frota. Uns por Alzheimer, outros por mau-caratismo, e tantos por burrice mesmo. Qual será a desculpa dessas viúvas e carpideiras bolsonaristas daqui, já que quando acaba o milho, também acaba a pipoca?!

Mas apesar deles que dizem ser “unha e carne”, a alegria tomou posse. Não há lugar para o ódio e o rancor, bola pra frente. Quem ficou na porta dos quartéis pedindo atos golpistas que se explique pra justiça e pra história. Serão lembrados no futuro como os integrantes da “revolta dos manés”, isso serão.

Nesse novo ano, sai a caneta bic sem tinta e entra a caneta em homenagem ao povo do Piauí.

É meu caro Guilherme @zbaleiro “agora, com a arte pulsando na artéria, podemos botar fogo no gelo da Sibéria, fazer cair neve em Teresina e com o clarão do raio da Silibrina desintegramos o poder da bactéria”.

*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.

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