“Triste Bahia! ó quão dessemelhante”. Gregório de Mattos
No último dia 13 um barco naufragou com refugiados e migrantes no sul da Grécia tendo aproximadamente 750 passageiros, entre os quais, cerca de 100 crianças. A guarda costeira confirmou centenas de mortos e outras tantas pessoas desaparecidas.
Uma particularidade na cobertura dessa tragédia, com o desaparecimento dias depois do submarino que fazia visitação ao Titanic, é a triste constatação que a mídia é racista, elitista e seletiva.
Os cinco milionários que desapareceram durante uma brincadeira de passeio turístico, repercute e comove mais do que a morte e desaparecimento de centenas de refugiados e migrantes.
No mês anterior, vídeos foram divulgados com expulsão forçada desses refugiados na Grécia, que ficaram à deriva no mar, gerando muitas críticas ao governo grego.
Nessa seletividade. Refugiados, asiáticos, africanos, pobre e pretos; Notas de rodapé.
Brancos milionários; Manchetes em letras garrafais nos principais jornais, documentários, reportagens especiais, repercussão no noticiário internacional e Streaming.
Para uns operação de busca e resgate milionária envolvendo EUA, Canadá, França, além de mobilização intensa. Para outros, a ordem de fechar as fronteiras e barrar a entrada desses refugiados, que fogem da morte e violência nas guerras dos exércitos e Talibã.
No fundo do oceano, já contabilizamos alguns milhões de refugiados que tiveram o mesmo destino. Acabaram o oxigênio deles igual o do Genivaldo, mas isso não importa.
Já que, encontraram com tecnologia em tempo recorde o submarino, quando vão começar as buscas pelos refugiados no naufrágio do dia 13?
“Em vez de pegar peixe, pego corpo de migrantes”, Oussama Dabbebi, pescador do litoral da Tunísia que já encontrou mais de 15 corpos de pessoas que tentavam cruzar o Mar Mediterrâneo.
O mundo é um moinho mesmo, e pacífico é só o oceano, enquanto a estrada continua uma rua antiga estreita e torta.
O Titanic nos ensina, com esses copos amassados de “lembrança de viagem” como souvenir, que voltar ao passado pode ser arriscado demais!
Fazendo esse recorte no protesto, por cá no sul do mundo, essa lógica da seletividade, discriminação e exploração em curso, também continua a todo vapor em todas as frentes.
Na esteira do capitalismo moderno, o empreendedorismo e a meritocracia são as palavras mágicas da vez, principalmente nesses últimos dez anos.
O “boa noite Cinderela” colocado no copinho com as manifestações iniciadas em junho de 2013 foi pra isso.
Surgiram os empreendedores, convencidos sobretudo pela grande mídia que era ruim ganhar: férias com adicional, piso salarial, décimo terceiro, hora extra, FGTS, aposentadoria, seguro, estabilidade, periculosidade, adicional noturno, multa de 40%, e assim foi feito.
Numa categoria distinta atual que serve para tipificar as demais, a parceria entre os entregadores e aplicativo de entrega é assim: um pedala pra viver e o outro vive pra lucrar.
Em vigor desde 2017, a reforma trabalhista mudou as regras relativas a remuneração, plano de carreira e jornada de trabalho, entre outras. A norma foi aprovada para flexibilizar o mercado de trabalho e simplificar as relações entre trabalhadores e empregadores.
A esperança de gerar mais empregos. Ledo engano!
É tipo: “Quando Pero Vaz Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei: Tudo que nela se planta, tudo cresce e floresce. E o Gauss da época gravou”.
Como rir é o crossfit da alma, e com essa lógica bufa, carecemos pra não “pirar o cabeção”. Além da indignação é sempre bom lembrar essas pérolas, num recorte atual, pois foi pra isso que fizemos o L;
“Você não tem cognição para representar cerebralmente uma imagem incompatível com o quadro mental da sua cultura”, professor de direito da Universidade de Brasília (UnB) José Geraldo de Souza rebatendo uma fala da deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC) na CPI do MST….
“Essas construções mentais que o senhor faz, realmente não tem suporte nos fatos”
ministro Flávio Dino colocando Marcos do Val no seu lugar, em seção no Senado.
Como é mesmo o nome que se diz pra isso, nesse kit de robótica do Lira de “crime sem castigo, aperto de mão”?
Buscando saber com quantos paus se faz uma canoa, parece que a canoa do Zé Vaqueiro, no final do seu ciclo político, passou a vazar água com mais consistência nessa operação entulho.
É muito chorume, muito chororô, muito mimimi e pouco verniz patriota nessa hora, no escândalo do lixo que chega até a cozinha do prefeito Golias da Shopee.
Nesse tucumã e toada de Hermam Marinho, será que vão cantar a toada “ninguém gosta mais desse boi do que eu” de Mailson da Nóbrega e Chico da Selva, no Boi de Parintins, seu Apólo?
Como não fui e não vou esse ano, o melhor mesmo é ficar ouvindo de longe os fatos matinais de Lerron Santiago com aquele belo registro, dizendo; Prezado Zé Vaqueiro Ajuricaba, se o gado morrer durante o “festival de pix desse mito”, os carrapatos passam fome.
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.
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