Wilker diz que Estado teve chance de tirar Umanizzare

O deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), líder da oposição na Assembleia Legislativa, disse ontem que o Estado cancelou oito pregões eletrônicos no início do ano, que deveriam redundar na saída da empresa Umanizzare da administração de presídios em Manaus. “Ao contrário de afastá-la, a atual administração manteve o contrato de R$ 525 milhões e os pagamentos”, atacou.

“Quando o Governo faz a dispensa e cancela os pregões em andamento  
para beneficiar a Umanizzare mostra que não quer resolver o  
problema, que quer ser parceiro da atual empresa. São meio  
milhão de reais em um contrato que não funciona”, acrescentou o deputado.

Ontem, o governador Wilson Lima (PSC) anunciou que o contrato com a Umanzzare termina no sábado (primeiro de junho) e que ele vai lançar licitações para substituir a empresa, que vai permanecer nos presídios de Manaus até o final dos processos.

Wilker ainda exibiu no plenário os contratos que serão renovados com  
a empresa que gerencia os presídios, a partir de 1º de junho, envolvendo o  
Complexo Penitenciário Anísio Jobim, Unidade Prisional de Itacoatiara  
e o Centro de Detenção Provisória Feminina. Até julho, segundo ele, serão gastos R$ 315 milhões.

“Em fevereiro, solicitei informações do secretário da Seap sobre os  
gastos nos presídios. Até agora não trouxeram um documento para nós,  
deputados. Se o secretário da Seap não cumprir o que foi acordado, não  
tem moral para vir e falar nesta Casa, pois vamos fazer  
questionamentos que serão perdidos no horizonte”, afirmou Wilker.

IRONIAS

Na sessão de ontem, Wilker Barreto levou ao plenário um bolo  
para fazer menção aos dois meses sem líder do Governo na Aleam.  
Segundo o deputado, o “mêsversário” remete à ineficiência do Estado em  
dialogar com a Casa, bem como com a população.

“O bolo satiriza a falta de compromisso e responsabilidade desta  
gestão, que passa por crises na educação, na saúde e na segurança  
pública, sem nenhum interlocutor oficial. E fica o questionamento: há  
o desinteresse do Governo com a Casa, faltam opções ou ninguém quer  
assumir a palavra do Estado”, indagou o parlamentar.

Ele ainda disse, ironicamente, que “ainda dá tempo do governador e do vice renunciarem para que a população escolha governantes eficientes”.

Foto: Alfran Leão

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