Por Edilson Martins*
No dia 31 de março – ironia perversa da vida – foi lembrado o falecimento de Artur Virgílio Filho, ocorrido nesse dia em 1987.
Artur Virgílio Filho foi senador, líder do PTB no Congresso e vice-líder do Bloco de Oposição à ditadura.
Pronunciou o discurso histórico, no plenário do Senado em 1965, no dia seguinte à decretação do AI – 2, que extinguiu os partidos, cassou a eleição presidencial, e impôs, goela à dentro, as duas agremiações, Arena e MDB.
“- Depois de muito recuar, chegou a hora de este Congresso se impor.
Chegou a hora de este Congresso ser digno da representação que ele encarna, de dizer a esta nação que, se ele cedeu, que, se ele recuou, não cederá nem recuará mais.
Que nos fechem hoje, mas com o povo que nos assiste ao nosso lado; e não nos fechem amanhã, ingloriamente, com o aplauso do povo brasileiro, como aconteceu em 1937.”
Uma longa mortalha de obscurantismo e terror, onde inclusive ele seria cassado mais tarde, pelo AI-5 em 1969, impôs uma noite que se estenderia por 21 anos.
Artur Virgílio Neto, atual prefeito de Manaus, deve certamente ter muito orgulho desse pai.
*O autor é jornalista
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