Um vídeo que circulou ontem à noite, a partir de uma postagem em rede social, mostra o que seriam alunos da escola estadual Vasco Vasques, localizada na rua Nova Esperança, bairro do Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, embalando substâncias que eles próprios afirmam ser maconha e pasta base de cocaína.
Os rostos dos supostos estudantes aparecem várias vezes ao longo da filmagem. O blog optou por não mostrá-los, por suspeitar que se tratam de menores de idade.
Eles citam o nome da escola e estão no que parece ser uma sala de aula. Ao fundo, ouve-se um funk. Nas imagens aparecem ainda tesouras, pequenos sacos e uma balança.
O pior é que a transmissão foi ao vivo. Ainda na noite de ontem, o vídeo foi apagado e o perfil em que foi veiculado também.
Como um deles chama os outros de “irmãos”, a Polícia supõe que sejam ligados a alguma facção criminosa e tenham obtido a droga por meio dela.
SEDUC NEGA
A Secretaria de Educação diz que o vídeo foi gravado durante a realização de uma feira de combate às drogas e que os estudantes estavam na realidade usando substâncias lícitas, como orégano (que simularia a maconha) e maizena (simulação de cocaína).
A irresponsabilidade de um aluno seria a causa da gravação e da suspeita de que estariam comercializando drogas na escola.
SSP VAI APURAR
O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) Anézio Paiva, determinou nesta sexta-feira (29/06) a abertura de procedimentos investigatórios para apurar as circunstâncias em que os vídeos envolvendo, supostamente, adolescentes foram feitos na Escola Estadual Vasco Vasques. As investigações serão conduzidas pela Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e de Apoio e Proteção a Criança e ao Adolescente (Deapca).
A SSP-AM ressalta que não foi responsável pelo evento e nem tinha ciência de tais encenações até que os vídeos começassem a circular na internet. A Secretaria avalia o episódio como deplorável.
“Desenvolver ações preventivas e que debatam mecanismos de combate ao consumo das drogas, ao tráfico e à violência de uma maneira geral é extremamente necessário. Por isso, temos um Departamento de Prevenção da Violência que desenvolve diversos programas, inclusive nas escolas, com palestras que envolvem pais e professores e alunos, em projetos como “Prevenção e Segurança nas Escolas”, “João e Maria” – voltado à prevenção da violência contra crianças e adolescentes, idosos e mulheres. Temos ainda o Previne com ações de panfletagem e conscientização, além de oferecer atendimento psicossocial e encaminhar pessoas com dependência química para tratamento. Só nesse ano, 47 pessoas, entre adolescentes e adultos, foram encaminhados a clínicas especializadas”, diz a nota distribuída há pouco pela SSP.
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