Os vereadores mais jovens da Câmara Municipal de Manaus, Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC), subscreveram ação popular para barrar na Justiça a construção de um segundo anexo da Casa, que o presidente David Reis (Avante) pretende construir ao custo de R$ 32 milhões. O “puxadinho milionário”, como foi batizado pela população, serviria para abrir novos gabinetes para os vereadores. Os opositores da ideia a consideram ilegal e imoral, por isso decidiram judicializar o assunto.
Os parlamentares já haviam anunciado durante entrevistas que são contrários à construção. Nesta quarta-feira Amom Mandel publicou vídeo em suas redes sociais fazendo um comparativo do que poderia ser feito com o valor anunciado da obra. “A UBS que falta no seu bairro. As ambulâncias que precisamos. Ônibus novos, de verdade. A tubulação que você precisava para sua casa não alargar na chuva”, disse.
Amom afirma que o momento econômico pelo qual Manaus e o país passam não justificam um gasto tão alto. “Sou contra qualquer tipo de gasto exorbitante nesse momento econômico pelo qual Manaus e o Brasil passam. Assino a ação de consciência limpa, por entender que uma obra de R$ 32 milhões enquanto ainda lutamos contra uma pandemia, contra a fome e desemprego que atingem mais de 14 milhões de brasileiros é inconcebível nesse momento”, afirmou Amom Mandel.
Propositor da ação popular, Rodrigo Guedes diz que acionar a justiça se fez necessário após serem encontradas falhas no edital. “Não é uma necessidade da população. Não é uma necessidade da Câmara Municipal de Manaus. Há inúmeras falhas, erros, no processo inicial de licitação, que posteriormente podem se configurar em ilegalidades e outras suspeitas de mau uso do dinheiro público”, detalhou Rodrigo Guedes.
Entenda o caso
O presidente da Câmara Municipal de Manaus, David Reis, empenhou R$ 31.979.575,63 para a obra do segundo anexo da CMM. O edital aponta que o processo de licitação, na modalidade concorrência pública, acontecerá às 10h do dia 18 de outubro deste ano.
Entre as justificativas para a obra a presidência da CMM alega que é preciso dotar o espaço de “condições dignas de uso aos diversos ambientes existentes, aos parlamentares, colaboradores e comissionados e mesmo a pessoas que visitam rotineiramente a casa legislativa”, diz um trecho do edital.
O novo prédio contará com quase 12 mil metros quadrados distribuídos em subsolo, garagem, e mais quatro andares. O novo “puxadinho” também terá quatro elevadores. O custo estimado do cada metro quadrado ultrapassa os R$ 2,8 mil.
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