A vereadora Joana D´Arc (PR) voltou a insistir ontem, na Câmara Municipal, que sofreu assédio moral por parte do presidente da Casa, Wilker Barreto (PHS), na sessão de terça-feira, quando não conseguiu usar o tempo para uma questão de ordem. Ela prometeu encaminhar o assunto às autoridades de fiscalização. Outras vereadoras, entretanto, saíram em defesa do chefe do Legislativo.
A secretária geral da Câmara, vereadora Glória Carrate (PRP), que está no seu quinto mandato, disse não ter visto nenhum tipo de assédio e que o presidente sempre agiu com respeito com as vereadoras na Casa Legislativa. “ Vamos continuar discutindo com ideias diferentes, até porque tenho opinião. Eu sei o que vim fazer. Já estou no quinto mandato. Quero dizer que não tenho nada pessoal com a vereadora Joana D’Arc. Quero é união pelo povo. O povo não quer mais discussões, não quer política de mesquinhez, de futriquinhas, mas respeito opinião de todos”, disse.
Opinião foi compartilhada pela vereadora Therezinha Ruiz (DEM) que afirmou nunca ter sofrido qualquer tipo de constrangimento pela presidência da Casa. Assim como a vereadora professora Jacqueline (PHS), que ressaltou não ter visto abuso de autoridade. Para ela, o presidente cumpriu o Regimento Interno, que tem que ser seguido à risca.
“São atos normais e legais em uma Casa Legislativa. Às vezes ultrapassamos o limite do tempo estipulado no Regimento Interno da CMM. Eu mesma já tive minha fala cortada, mas, nem por isso, me senti menos importante do que outros vereadores, pelo contrário, me sinto acolhida por ser mulher e parlamentar”, explicou Jacqueline.
Para o vereador Rosivaldo Cordovil (PTN) não houve excesso por parte da presidência da Casa que sempre foi benevolente quando se trata do tempo para os discursos dos parlamentares e nas questões de ordem, e salientou que os parlamentares precisam respeitar mais o regimento interno.
Líder do prefeito na CMM, o vereador Joelson Silva (PSC), também enfatizou a postura sensata do presidente Wilker Barreto. “Não vi assédio. Pelo contrário, há dois anos nesse parlamento nunca vi uma atitude desrespeitosa do presidente dessa Casa, vereador Wilker Barreto, com nossas colegas vereadoras. Considero, porém, pelo que já presenciei desde o tempo que trabalhei com meu pai no parlamento municipal, a importância da maturidade para um parlamentar que eleito para representar o povo de Manaus,” frisou.
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