Chega ao fim a greve dos rodoviários em Manaus após acordo para pagamento dos salários hoje

A paralisação dos trabalhadores do transporte coletivo na capital amazonense chegou ao fim na manhã desta quarta-feira, 22 de julho de 2026. O encerramento do movimento foi anunciado oficialmente pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, durante coletiva de imprensa concedida a veículos locais.

Após rodadas intensas de negociação entre os representantes do movimento e os setores responsáveis, a proposta final foi aceita pela categoria, garantindo o atendimento às principais reivindicações, com destaque para a regularização dos salários e benefícios pendentes.

“Chegamos a um acordo que atende às garantias essenciais da nossa categoria. O compromisso firmado é claro: o pagamento de todos os trabalhadores será efetuado hoje mesmo, nesta quarta-feira, dia 22”, declarou o sindicalista.

Prefeito havia intervido

Após cobrar do governo do Amazonas o repasse dos recursos devidos ao sistema de transporte coletivo, o prefeito de Manaus, Renato Junior, pediu, nesta quarta-feira, 22/7, que as empresas paguem imediatamente os salários em atraso aos trabalhadores e apelou ao Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus pelo encerramento da greve.

O repasse de R$ 18 milhões do governo ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), referente a parte da dívida do Passe Livre Estudantil da rede estadual, ocorreu ontem.

Conforme o prefeito, o recurso corresponde à parte dos valores cobrados do Estado pela Prefeitura de Manaus, para custear a gratuidade dos estudantes da rede estadual.

“Solicito, agora, encarecidamente ao Sinetram: por favor, faça o pagamento imediatamente dos cobradores, dos motoristas, dos trabalhadores. Já está na conta parte do que o governo do Estado deve. Depois de muita pressão, o governo pagou parte da dívida que tem com os alunos da rede de ensino da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc)”, afirmou.

Ao final, o prefeito voltou a cobrar a regularização de outros pagamentos pendentes pelo governo do Estado. “Depois de tanta pressão, espero que o governo faça a mesma coisa com os trabalhadores da saúde, com a segurança pública. Pague quem está atrasado, porque ninguém aguenta mais”, concluiu.

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