Vereadora cassada duas vezes em Manacapuru por não apoiar presidente da Câmara recebe solidariedade

O bate-boca ocorrido ontem na Câmara Municipal de Manacapuru serviu para mostrar a situação da vereadora Lindynês Leite (DEM), que foi cassada duas vezes em menos de uma semana pelo presidente daquele parlamento municipal, vereador Sassá Jefferson (Republicanos). Tudo porque é dela o voto decisivo para retirar o político do cargo. A Justiça já deu ganho de causa à parlamentar, que está recebendo a solidariedade de vários agentes políticos.

O caso já chegou ao Poder Judiciário, que assegurou à vereadora o direito de permanecer no seu cargo.

Para a presidente da Comissão da Mulher, da Família e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputada estadual Alessandra Campêlo (PSC), a vereadora está sendo vítima de crime eleitoral de violência política gênero, que é previsto no Artigo 326-B do Código Eleitoral. Esse tipo de crime se caracteriza pelo assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça, fora ou dentro do meio virtual, contra candidatas ou políticas ocupantes de cargos eletivos, com a finalidade de impedir ou dificultar a sua campanha eleitoral ou seu mandato eletivo, com menosprezo ou discriminação em relação a seu gênero, cor, raça ou etnia.

A pena prevista para esse crime é de 1 a 4 anos de reclusão e multa, podendo chegar a 5 anos e 4 meses se for praticado contra mulher de mais de 60 anos, gestante ou pessoa com deficiência.

A deputada disse que a Comissão da Mulher da Aleam vai levar o caso ao conhecimento da Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM). Para Alessandra, a vereadora Lindynês foi legitimamente eleita pela população no pleito de 2020 e seu mandato deve ser assegurado, até porque a Justiça já se manifestou positivamente a esse respeito.

“Mais uma vez a mulher é a principal vítima, é a perseguida. Há 17 vereadores na Câmara Municipal (de Manacapuru), mas é muito mais fácil para os homens machistas e covardes tentarem cassar o mandato de uma mulher. Isso é violência política de gênero, é uma covardia”, concluiu a deputada Alessandra.

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