Vereador faz protesto inusitado na Câmara de Manaus contra a volta da CPMF

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MANAUS 23.09.15 - VEREADOR MARCEL ALEXANDRE (PMDB) DISCURSA NA SESSAO PLENARIA DA CAMARA MUNICIPAL DE MANAUS (CMM). FOTO:TIAGO CORREA/CMM.
FOTO:TIAGO CORREA/CMM.

O vereador Marcel Alexandre (PMDB) manifestou, na manhã desta quarta-feira (23), da tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sua indignação contra a cobrança da carga tributária no Brasil e contra a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CMPF). O parlamentar disse também que são as famílias brasileiras que irão “pagar o pato” com o aumento dos impostos. Para ilustrar o seu discurso, o vereador levou para a tribuna, um pato, com a inscrição, impostos.

O vereador deu entrada junto à Mesa Diretora em uma indicação aos membros da bancada federal do Amazonas, no sentido de se posicionarem contra qualquer medida debatida no Congresso Nacional e na Câmara Federal que tenha objetivo de aumentar a carga tributária. Para o parlamentar, é preciso dar um basta nessa iniciativa, para que não fiquemos como um “pato, pois o patinho tá feio”. “Que a bancada federal diga não a mais esse imposto. Que sejam punidos os que fizeram mal ao país”, assegurou.

Marcel Alexandre afirmou que não tem como negar a situação grave pelo qual passa o país, com filas por empregos e famílias desesperadas. Para ele, a justificativa para a cobrança da CPMF é o pagamento do salário dos aposentados, mas tem certeza que eles vão acabar pagando por isso também.

Para o vereador, as casas políticas vão acabar sofrendo os reflexos e também “pagar o pato” nas eleições. “Estou irmanado com o povo, estamos sim com problemas sérios. A economia está combalida”, afirmou. “Ganhamos 50 anos de Zona Franca, que virou 50 anos de ‘Zona Fraca’. O incentivo virou brincadeira diante da realidade. Nas próximas eleições municipais, para prefeitos e vereadores, não pensem que passaremos impunes”, completou, em seu discurso.

O vereador fez a relação da primavera brasileira, estação do ano iniciada no dia de ontem (22), com a primavera árabe (onde de revolta e protesto que eclodiu em 2011), onde a raiz do protesto foi o agravamento da situação dos países, pela crise e falta de democracia, altos custos de alimentos em países como Egito, Tunísa, Síria e Baren. “A primavera brasileira é brincadeira, vem sem flores e com muito suor e lágrimas. O povo brasileiro sofre, com má gestão, escândalos e falta de democracia”, afirmou.

“O Brasil não está preparado para voltar a conviver com o aumento de impostos e trazer de volta a CPMF à custa das famílias, que são as que mais sofrem e são obrigadas a pagar o pato. O país precisa de corte nos gastos públicos para equilibrar as contas públicas e não de mais impostos”, justificou ele, também, no requerimento apresentado.

Em defesa do governo federal, o vereador Waldemir José (PT) contrapôs o vereador, citando que policiais do Rio Grande do Sul, administrado por governador do PMDB, bateram em policiais e professores, além de impor impostos e taxas e não viu ninguém falar a respeito na Casa. “O mesmo ocorreu com a Prefeitura de Manaus, que, no ano passado, aumentou 162 taxas e não observou nenhuma indignação e patinho indo para cá e para lá. Como a moda é falar mal da presidente Dilma, o vereador se arvora em trazer o pato, diante de uma situação séria”, afirmou. Para Waldemir José, o PMDB está querendo que o golpe se instale no Brasil para o vice-presidente Michel Temer (PMDB), seja o presidente da República.

O vereador Professor Samuel também demonstrou indignação com o aumento dos impostos e situação crítica em relação à realidade econômica do Brasil. “O que acontece é consequência de atitudes impensadas do governo federal. Desemprego, venda de lojas, aluguel, aumento de energia, gasolina são culpa do governo federal. Tudo é real”, disse.

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