Vacinar ou não vacinar?(Última parte)

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Para encerrar o assunto nesse segundo e último artigo em que no primeiro expus as idiossincrasias de um estudo espúrio e irresponsável de um pesquisador britânico e que, desafortunadamente, encontrou em algumas outras almas sebosas o eco necessário e cresceu denominado-se mais tarde de movimento antivacina que se sustenta até hoje à custa de um pensamento retrógrado e genocida, trago agora uma vertente mais interessante mas, para tanto, é preciso iniciar com parte da entrevista abaixo que pode ser acessada no link: https://hbswk.hbs.edu/item/merck-ceo-ken-frazier-speaks-about-a-covid-cure-racism-and-why-leaders-need-to-walk-the-talk, para depois retornarmos ao cerne da questão trazida pelo título deste artigo desde a semana passada.

“Ken Frazier, CEO da principal produtora de vacinas do mundo, a farmacêutica Merck & Co., em entrevista recente, lembrou que a vacina mais rápida já trazida ao mercado a produzida pela Merck contra a caxumba que levou cerca de quatro anos para ser produzida; uma outra vacina da Merck para o Ebola que levou cinco anos e meio e só neste mês foi aprovada na Europa; a vacina para tuberculose que levou 13 anos, para o rotavírus 15 anos e para a varicela (catapora) 28 anos.”
“Frazier explicou que o processo de desenvolver uma vacina é demorado porque requer uma rigorosa avaliação científica. No caso da Covid, “nem sequer entendemos o vírus em si ou como o vírus afeta o sistema imunológico… O que mais me preocupa é que o público está com tanta ansiedade, tão desesperado para voltar à normalidade, que está nos empurrando (indústria farmacêutica) para mover as coisas cada vez mais rápido alertou. Há muitos exemplos de vacinas no passado que estimularam o sistema imunológico mas não conferiram proteção. E, infelizmente, há alguns casos em que não só não conferiu proteção mas ajudou o vírus a invadir a célula porque a vacina estava incompleta em termos de suas propriedades imunogênicas.
Temos que ter muito cuidado. Em última análise, se você vai usar uma vacina em bilhões de pessoas, é melhor você saber o que essa vacina faz. Quando as pessoas dizem ao público que vai haver uma vacina até o final de 2020, por exemplo, eu acho que fazem um grave desserviço ao público. Não queremos apressar a vacina antes de termos uma ciência rigorosa. Vimos no passado, por exemplo, com a gripe suína, que essa vacina fez mais mal do que bem. Não temos um grande histórico de introduzir vacinas rapidamente no meio de uma pandemia. Precisamos ter isso em mente. No último quarto do século passado, foram desenvolvidas apenas sete novas vacinas, contra patógenos para os quais não havia anteriormente nenhuma forma de prevenção, quatro delas pela Merck.
“Há sete bilhões e meio de pessoas no planeta agora. E nunca tivemos uma vacina que tenha sido usada em população desse tamanho afirmou o executivo. Frasier explicou que será preciso resolver não apenas o problema de fabricar em escala que atenda esse número de pessoas, mas também descobrir formas de distribuir o medicamento, particularmente nas áreas do mundo onde as pessoas não podem pagar a vacina e também onde o desafio de chegar ao necessitado é maior. Para Frazier, o anúncio que uma vacina está chegando leva políticos e população a reduzirem os cuidados com o vírus.”
A fim de expor meu pensamento a respeito do tema, não custa nada lembrar que para o HIV/AIDS quarenta anos depois do advento da doença, ainda não existe vacina como também, ainda não há vacinas para outros dois tipos de coronavírus primos do causador da CoVid19 e, cujas doenças, acometem o planeta há muito mais tempo que este que são: o SARS-Cov, virus chinês descoberto no ano de 2003, o MERS-Cov detectado no oriente médio no ano de 2012 e, por último, outro vírus chinês o H5N1, causador da famosa gripe aviária porém transmitida aos seres humanos detectado pela primeira vez em 1990.
Diante desse cenário não muito estimulante, são muito comuns os comentários e as avaliações nem sempre abalizadas e, o que é mais grave, o posicionamento isolado de certas correntes do pensamento técnico e científico que se contaminam e se deixam envolver e até dominar pela vertente política, expondo ao temor em meio a essa saraivada de desmandos, o elo mais frágil dessa cadeia que é a população já aterrorizada pelas mortes, pela perda do emprego, pela falta de informação e pelas dificuldades de acesso ao tratamento de saúde adequados.
Vacina é ciência, vacina custa bilhões, vacina é prevenção e salva vidas, milhões de vidas, e não se pode sair por aí reverberando informações deturpadas que mais confundem do que explicam ou, dedicar-se a uma corrida maluca e apressada em busca da imunização segura sem, entretanto, levar em consideração a confiabilidade  e a eficácia do imunobiológico. É preciso acreditar que tem muita gente séria trabalhando diuturnamente pelo bem comum e o mais caro para toda a humanidade que é a saúde porém, há que ponderarmos sobre a segurança e a proteção humanas.
A sensatez deve prevalecer sobre as posturas individualistas e desprovidas de crédito pois é preciso acreditar que há homens e entidades sérias trabalhando porém, nesse meio, a pseudociência prospera e o culto à personalidade pode por tudo a perder incluindo vidas e não nos podemos deixar-se dominar pelo obscurantismo que trás pânico e pela falácia política que corrói o emocional e impõe insegurança.
Por fim e para responder à minha própria pergunta que dá título aos dois artigos afirmo: vou sim vacinar contra a CoVid19 apesar de já tê-la contraído POLÉM, NÃO SELÁ UMA  VACINA OLIENTAL. ENTENDELAM?
Té logo!

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