É, meu estimadinho Schopenhauer, o mundo continua um inferno e os homens ainda estão divididos em almas atormentadas e diabos atormentadores.
Na minha estante e sebo virtual, encontro até Galvez, o imperador do Acre, tentando anexar a ilha de Marapatá nesse Porto de lenha, numa atitude insana e imperialista.
Já que a gente vive menos que sacola plástica, continuo nessa estrada de ruas tortas, tropeçando de salto alto nos paralelepípedos da Calle de Los Suspiros no sul do mundo.
Mad Maria encontro, mas não avisto Ratanabá, meu caro Márcio Souza!
Só agora terminou os 10 anos de azar de uma corrente que eu não repassei nos tempos do Orkut, “daqui pra frente tudo vai ser diferente”, só vitória. Creio!!
Vale pontuar que todos os personagens dormiram no espetáculo, inclusive atores, diretores e até a plateia ficou sonolenta e bodou, o ronco foi permitido nesse sono e sonho de uma noite de verão. A comédia shakespeariana da vez é esse fato fake vivido de 2013 pra cá.
Os vinte centavos de diferença foram pagos com juros de 700 mil mortes na pandemia, conduzida por uma política negacionista genocida.
O veneno da madrugada contagiou o Brasil e até cruzeiros no rio Tietê fizeram, com direito a show dos sertanejos e farofa com cloroquina no menu. Uma pescaria em rio poluído.
Nessa gran sabana e floresta de plâncton entre a paçoca de carne seca e o x-caboquiho prefiro o chibé, então vou fazer como Gabo no seu romance Veneno da Madrugada, espalhar bilhetes nas portas das casas denunciando traições, crimes e segredos dessa pequena política que se instalou na república, em contraponto com a grande política descrita por Gramsci. Política da picuinha a parte, a verdade é que todo mundo quer gelo, mas poucos querem encher a forminha.
Já que Barranquilla não é mais a mesma e “cien ãnos de soledad” se contrapõe aos sigilos de cem anos que flopou, meu camarada Gabriel Garcia Marques, acho que é uma tremenda injustiça chamar a Zambeleta pistoleira de espanhola, ela é patriota até assinou as brasileirinhas.
Nessa minha vida nômade, primeiro eu tenho que decidir entre o que eu deixo e o que eu levo. Igual a Paulo Di Carli que mora embaixo do seu chapéu, e que também é hóspede do profeta sem morada.
Bariátrica caseira em curso, continuo quebrando pratos em restaurante grego e tomando sopa paraguaia com talher.
Às vezes, faço o caminho inverso de Santiago de Compostela, assistindo o Titanic de trás pra frente, vendo a história de um grande submarino que sai de ré quebrando o iceberg e indo resgatar as pessoas do fundo do mar, levando-as para uma festa. Gran finale!!
Mas é bom que se diga: fofoca, mentiras, disse me disse, não é obra do bolsonarismo, já existem desde que o mundo é mundo, apenas a porta do inferno das fake news foi aberta agora, ganhou publicidade e velocidade com as redes sociais e continua a queimar.
Falando nisso, nessa lide, alguém sabe por onde anda o sumido do Dória? aquele que foi demitido por JUSTA CALÇA.
PS: Em Manaus é assim: Enquanto o prefeito corre, as pessoas morrem.
Nossa irrestrita solidariedade às famílias.
*Apenas um rapaz latino americano sem dinheiro no banco.
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