O major Ubirajara Rosses é reconhecido entre os pares como um dos oficiais mais preparados da corporação, tanto tecnicamente quanto mentalmente. Ontem ele se despediu da tropa com um texto emocionado e forte nas redes sociais. Sua baixa da corporação foi publicada no boletim interno da última quinta-feira, dia 6, depois de 25 anos de serviços prestados.
Entre outras afirmações que justificaram a saída do jovem oficial, ele afirma que a Polícia sofreu um processo de destruição nos últimos sete anos – período em que Omar Aziz (PSD) e José Melo (PROS) governaram o Estado.
Confira o desabafo de Rosses:
“Na data de hoje ocorre um marco na minha vida, pois sempre tive a convicção que ficaria na minha querida profissão até o último momento, enquanto tivesse força para lutar e conseguir colocar minha polícia no mais alto grau de aceitação, prestígio e confiabilidade perante a sociedade que ela defende. Mas o destino e o rumos políticos nem sempre nos levam onde queremos, o que me fez decidir partir, aposentar, começar uma nova vida em qualquer outro trabalho que nos aceite e nos respeite, mesmo sabendo que nossa alma e nosso coração está na PMAM. Saio com a cabeça erguida, orgulhoso, da mesma forma que entrei há 25 anos e 6 meses, consciente que fiz de tudo para valorizar minha Instituição que sempre onde passei deixei uma marca positiva de mudança e modernização. Deixo para trás uma carreira que foi encerrada por um único motivo, ter me sujeitado a estudar na melhor escola militar do Brasil, onde está o melhor curso de graduação do País, tendo que me sujeitar a 4 exaustivos anos estudando, treinando e me preparando para trazer o melhor para o Amazonas, somente isso. Enfim, deixo a PM para aqueles que a querem a todo custo para si, fazendo de tudo para estar na liderança sem nunca liderar, aqueles que fazem tanta questão pela Polícia e infelizmente tão pouco por ela. Minha Instituição sofreu nos últimos 7 anos um processo de destruição maior que qualquer outra, foi desfacelada, destruída, corrompida, espero um dia que ela possa vir a ser pelo menos respeitada e temida pela criminalidade como deve ser. Cumpri meu dever, lutei o bom combate e tenho minha consciência que poderia ter deixado muito mais legados. Que Deus proteja e abençoe a PMAM, que permita que ela se reinvente, ressurgindo para prestar um melhor serviço à população.”
Veja abaixo o boletim:

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Este post tem 4 comentários
Ele vai trabalhar em que, agora? Investiga isso, Hiel.
Já vai tarde, como todos os oficiais vai pra reserva com um bom salário, quase não trabalhou na tropa, é sem
Fala o que sabes… idiota vc!
Ja vai tarde. Esse nao contribuiu em nada para a polícia militar. Esses cursos de caveira, dragao e guerra de selva NAO SERVE PRA NADA, o que desejamos em que os investimentos que o Estado faz pra formacao de oficial, que é um curso meia boca, todos nós sabemos, se transforme em ações de segurança pública de verdade.