TRE-AM decide dar um basta no jogo de interesses que envolve as pesquisas eleitorais, convoca donos de Institutos e gera reação histérica em quem pensa dominar o setor

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador João Simões, convocou para o próximo dia 17 de julho uma reunião geral de combate à desinformação com os donos de institutos de pesquisa eleitoral, a fim discutir a integridade do processo e dos levantamentos. O evento vai ocorrer às 15h, no plenário da corte e está gerando reações histéricas de conhecidas figuras do meio que perderam espaço depois que novos atores surgiram no cenário.

Em despacho oficial, o desembargador João Simões informa que a solicitação da reunião foi feita por diversos institutos de pesquisa eleitoral, em ofício encaminhado ao coordenador do Comitê de Combate à Desinformação, juiz Marcelo Manuel da Costa Vieira.

A motivação, conforme o despacho do presidente do TRE-AM, é “proporcionar esclarecimentos por parte daqueles institutos em razão de acontecimentos recentes e fatos relacionados a partidos políticos que estariam tentando criminalizar os estudos eleitorais devidamente registrados”.

O presidente chamou para a reunião o vice-presidente e corregedor do TRE-AM, desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, o coordenador do Comitê de Combate à Desinformação, juiz Marcelo Manuel da Costa Vieira, o juiz presidente do pleito em Manaus, Rafael Rodrigo da Silva Raposo, juízes eleitorais coordenadores da Propaganda Eleitoral, Institutos de pesquisa eleitoral, representantes dos partidos políticos e representantes dos meios de comunicação.

Guerra jurídica

Existe hoje uma guerra jurídica na Justiça Eleitoral, fomentada por setores do mercado de pesquisas que perderam espaço nos últimos tempos e tentam descredibilizar os concorrentes para continuar manipulando os partidos políticos e os veículos de comunicação.

Ao longo das últimas décadas fortunas foram construídas por estes setores com a manipulação do mercado de pesquisas. Os mesmos que hoje acusam os novos institutos de fraude cometeram erros graves em eleições no Estado. Um exemplo claro disso ocorreu em 2014, quando um conhecido pesquisador passou a campanha inteira desafiando os adversários de um dos candidatos a governador e garantindo que este não perderia a eleição em nenhuma hipótese, o que acabou ocorrendo.

Neste ano estes setores decadentes montaram até veículos de comunicação para “analisar” todas as pesquisas divulgadas, sempre com viés crítico, na tentativa de induzir a Justiça Eleitoral ao erro. Percebendo este movimento, o presidente do TRE-AM decidiu agir e gerou reações histéricas nestes setores, inclusive com ameaças ao próprio magistrado.

João Simões não vai recuar.

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