Sobre caminhões, ônibus e motos 

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Se há no nosso estado, especialmente na capital Manaus, uma completa desorganização, permissividade e total estado de falta de autoridade, isso reside no descontrole sobre transporte coletivo, caminhões e motocicletas.
A mais recente tragédia com perda de duas vidas envolvendo um desses meios de transporte, vem corroborar e chamar atenção das autoridades do trânsito e da mobilidade urbana.

Além dos motoristas despreparados, da falta de sinalização adequada e da ausência de fiscalização, contamos com verdadeiras sucatas de caminhões trafegando e pondo em perigo ocupantes de veículos menores e transeuntes.
Até quando as autoridades farão vistas grossas para essa problemática não sei!
Mas o que posso afirmar é que o abuso dos motoristas de caminhões e carretas é algo preocupante e desafiador.
Ora são veículos totalmente desregulados poluindo o meio ambiente com fumaça e barulho, ora são motoristas embriagados ao volante ora é a falta de sinalização e de fiscalização deixando ao bel prazer desses condutores fazerem estripulias no trânsito ora é o transporte de carga além da capacidade do veículo quando não, completamente desprotegidas e soltas.
No centro da cidade e em diversos bairros periféricos, caminhões e carretas estacionam e dificultam a passagem de veículos menores ou, por outro lado, fazem desses espaços, verdadeiros chiqueiros e motéis tirando o sossego dos moradores.
Capítulo à parte são os abusos não menores e não menos diferentes dos motoqueiros e suas motos barulhentas e que oferecem a toda hora perigo para pedestres e para condutores de outros veículos.
O advento dos mototáxis, a ampliação das frotas para entrega de encomendas, comida, transporte de passageiros e até de policiamento, sem quaisquer formas de regulamentação e fiscalização mais eficiente, demonstra que a sociedade é refém de uma categoria profissional que age com total liberdade para driblar as normas sem nenhuma admoestação.
Motoqueiros abusam da velocidade, serpenteiam entre os veículos, andam sem capacete, transportam passageiros mais que o permitido e estacionam onde querem. Como tolerar isso?
Ainda é tempo de se tomar atitude e colocar um basta nessa onda nefasta de desrespeito às leis e proteger o cidadão dos perigos que a imprudência ao volante trás.
Mas, o que dizer então sobre a frota de ônibus velhos e de seus condutores arrogantes e despreparados?
Pois aí é que mora o maior perigo!
Param onde querem, aceleram demais e permitem lotação além do permitido, ultrapassam quando e onde não podem, tiram finos dos demais veículos, freiam bruscamente, etc., numa sucessão de desmandos e abusos sobre os quais não se põem freios.
Recentemente a prefeitura construiu as tais baias de paradas de ônibus onde o recuo à direita permitiria, em tese, maior fluidez no trânsito, mas, o que menos se vê são ônibus entrarem nas baias obrigando usuários do transporte coletivo a se arriscar pegando o ônibus no meio da rua.
Por outro lado é preciso que se diga e se reconheça que a fiscalização por parte do poder público é deficitária e leniente, a sinalização é um desastre, os fiscais de trânsito são despreparados e o as normas nunca são devidamente divulgadas por meio de campanhas.
O que dizer de paradas de ônibus em cima de faixas de pedestres, ou a 50 metros de uma conversão à direita, paradas em cima de pontes e viadutos? Como conviver com placas de paradas de ônibus sem nenhum padrão ou afixadas pelos próprios moradores onde querem? Como aceitar que 90% das nossas paradas de ônibus não têm abrigo numa cidade sufocada pelo sol e pela chuva?
Quando motoristas, poder público, fiscalização e sociedade, cada um do seu papel tonarem consciência, talvez consigamos alcançar o mínimo de organização para que tenhamos um trânsito seguro e ordenado onde veículos e pedestres encontrem a tão sonhada paz.
Té logo!

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