Simplesmente Zé!

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Quando os pais dele escolheram o nome a dar àquela criança que traria a alegria para o lar, não tenho a menor dúvida de que foram inspirados pela ação do Espírito Santo.

O binômio José X Maria encarna em si mesmo a mais profunda e eloquente homenagem os pais daquele que é o Filho de Deus e nosso Salvador.
É uma síntese quase perfeita (não há outra perfeição senão a de Deus)para falar de um amigo que se chamava José Maria Guedes da Costa ou Zé Maria ou simplesmente Zé.
Mas, para de fato entrar no assunto e na homenagem que por reconhecimento e gratidão prestarei ao personagem principal desse artigo, preciso contextualizar os ambientes, atores e causas.
A gestão da Fundação Alfredo da Matta desde o início da pandemia se preparou e preparou os seus servidores e colaboradores para encararmos com seriedade, preparo científico, pessoal, fé e oração, muita oração, a mais cruel e devastadora doença dos tempos modernos.
Para tanto, implantemos o PASSCoVid-Programa de Atenção à Saúde do Servidor na CoVid, para que, além de aliviar a pressão no sistema, funcionasse como recurso de saúde bem próximo de cada um dos servidores e colaboradores para que não tivessem que buscar atendimento nas UBS sobrecarregando-as e, melhor que isso, possibilitasse tratamento em casa com acompanhamento profissional a todo instante.
Médicos, enfermeiros, pessoal de laboratório, sala, equipamentos, insumos e kits de tratamento ambulatorial e até oxigênio, tudo à disposição dos servidores e colaboradores 24hs do dia.
Atravessamos durante todo o ano de 2020 com mais de 130 servidores e colaboradores diagnosticados e tratados, nenhum internado e ninguém grave. Todos curados.
Veio, no início deste ano, a segunda fase da doença de modo mais devastador e preocupante pois, apesar do isolamento dos idosos e com comorbidades, da dispensa dos estagiários menores, da redução drástica do atendimento assistencial e do início da vacinação, ninguém contava com a chegada de uma variante mais infectante e possivelmente mais virulenta.
Desgraçadamente, foi nessa fase que a CoVid alcançou o nosso Zé.
Tratamento e cuidados em casa não foram suficientes para evitar uma internação.
Além do nosso Zé sua fiel e amada esposa também foi atingida pela doença e ambos internaram em hospitais diferentes no mesmo dia.
Foram mais de 30 dias de angústia para familiares e colegas de trabalho que não arredaram o pé e, pela fé, encaramos a dor e o sofrimento dos dois como uma batalha que tinha em Deus o maior comandante.
Mas, para todo o que crer fielmente, nós nos quedamos à máxima e superior vontade do Pai e veio então as piores notícias.
Não era uma notícia qualquer pois, além de terrível, vinha plena de significados que a nenhum de nós é dado a liberdade de decifrar ou entender.
Às 00:15 minutos do dia 03 de março recebo uma ligação de uma colega de trabalho e, minutos após, uma msg de áudio.
Era a filha do Zé Maria nos comunicando dos falecimentos, com apenas 15 minutos de diferença, do seu pai e da sua mãe.
Pensem num momento que misturava incredulidade e lamento, dor e vazio.
Foi desse modo que recebi a infausta notícia da morte do Zé, meu amigo e colega de trabalho Zé Maria.
Como entender, como remoer, como estar preparado pra tudo isso.Ninguém estava ou está!
Todos nós, seus filhos, seus colegas de trabalho, seus familiares e irmãos da igreja, num uníssono, sofremos juntos com a partida dele.
Eu, particularmente, perdi um grande amigo.
O Zé era leal, companheiro, humilde, acessível e prestativo. Desses amigos que hoje em dia é cada vez mais raro de encontrar e de semear uma amizade fiel e duradoura.
Para selar essa amizade, ainda que pranteando a partida de um grande amigo eu, que sou muito emotivo porém, nada dado aos textos com narrativas em prosa ou versos, me enchi de forças que não tenho, de virtudes que não possuo e de poeta que não sou, para homenagear meu amigo Zé Maria com esse texto abaixo:
Perdemos o Zé
A morte do Zé não foi uma morte qualquer.
A morte do Zé mexeu com nossos sentimentos.
A morte do Zé deixou em nós um vazio.
A morte do Zé causou em nós comoção.
Eu não esperava, você não contava, ninguém imaginava que nosso Zé iria partir assim tão cedo!
O Zé era um bom companheiro.
O Zé era um dos nossos.
O Zé era colega da gente.
O Zé foi um servidor exemplar, motorista dedicado e um gestor zeloso e íntegro.
O Zé foi um exemplo de quem acredita no futuro pois o Zé foi diplomado em Administração de Empresas com mais de 50 anos de idade.
Quando perdemos alguém que conhecemos estando próximo ou distante é sempre uma perda.
Com o nosso Zé era diferente pois, mesmo quando estava distante, se aproximava de nós todos os dias no pensamento e na oração.
Aquele Zé generoso, de voz grave porém serena, um grandalhão em estatura e de alma maior ainda, nos deixou.
Aquele Zé de gestos grandiosos de fé e de humildade, foi embora.
Foi para longe para se fazer mais perto de nós.
Foi para perto de Deus com sua amada.
Foram descansar o sono eterno dos justos ao lado do Pai.
Poxa Zé! isso lá é hora de nos abandonar?
Isso lá é hora de deixar seus afazeres de gestor?
Quem te mandou Zé, partir assim tão cedo e deixar seus filhos, colegas de trabalho e seus amigos no vazio?
Ah! já sei Zé, foste fazer morada na casa do Pai por isso entendemos e nos quedamos à vontade Deus.
Foste trabalhar no Reino e de lá vais nos enviar os teus bom dia e os devocionais diários que nos acostumaste tão bem a  lê-los e mergulharmos na Palavra e nos ensinamentos do Alto já bem cedo do dia.
Tá bom Zé! nós entendemos a tua escolha. Nós compreendemos o teu momento eterno. Nós aceitamos tua nova missão.
Fique muito bem onde estás Zé!
Olha Zé, não te esqueças de nenhum de nós que padecemos aqui. Olhe pelos teus filhos agora sem pai e sem mãe.
Não te esqueças da tua amada FUAM.
Não abandones a obra que ajudastes a erguer.
Nós contamos sempre contigo Zé!
Continues na paz do Senhor meu amigo.
Te amamos Zé Maria!

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