Semana passada deixei de escrever a parte final desse tema, porquanto, outro assunto igualmente palpitante, não poderia esperar.
Retorno então, concluindo, esse escândalo que circunscreve o atendimento e a carestia sem nenhuma vantagem ao consumidor, que envolve planos e seguros de saúde.
Digo e repito sempre: Cuide da sua saúde e reze para não adoecer; se adoecer, reze para não internar e se internar reze para ir para uma unidade de saúde conceituada e ser cuidado por uma equipe preparada, eficiente e que trabalhe sendo bem remunerada.
Desta feita, conforme prometido no artigo anterior, descreverei algumas situações relacionadas especificamente ao atendimento, às condições sanitárias, à falta de treinamento de técnicos e profissionais e, sobretudo, sobre as inconformidades que vivenciei em alguns hospitais e pronto atendimentos da rede privada de saúde.
A começar pela recepção, o paciente já enfrenta uma baita dificuldade de acesso e agilidade.
Os sistemas são confusos, pouco funcionais e demorados ante uma clientela cada vez maior para poucos e satisfeitos colaboradores.
Em cem por cento das vezes você será atendido por um médico/a novinho/a sem nenhuma experiência e muitas vezes arrogante; essa é a síndrome do jaleco branco.
O diálogo é difícil, rápido e sem nenhum sentimento de generosidade ou de compaixão para com o paciente. Lógico que há excessões.
Consultórios acanhados com pouca ou nenhuma privacidade em que o paciente fica acanhado para relatar seus problemas.
Os pronto socorros precisam de socorro. Além do corre corre normal para o setor, vemos atendentes despreparados para fazer uma simples punção arterial.
Quando precisei tomar uma medicamento endovenoso, fui submetido há pelo menos cinco tentativas para um acerto, o que acorreu apenas depois que houve a troca do atendente.
Ali, nesse ambiente, nenhum colaborador está preocupado em economizar tampouco, respeita ou sabe das normas sanitárias e de higiene.
Gaste-se horrores de material de assepsia e equipos e, o uso de Equipamento de Proteção Individual é uma lástima. O colaborador com a mesma luva atende dois três pacientes com o perigo de promover contaminação cruzada. Um horror!
E não há supervisão porque os enfermeiros são pouco observadores e atentos para esses cuidados.
Vi uma cena chocante que foi um atendente atravessar os corredores do pronto atendimento carregando, sem luvas, uma ruma de roupa de cama visivelmente suja e talvez contaminada. Misericórdia!
Na ante sala do centro cirúrgico vi um atendente manipulando um paciente sem luvas e, quando seu celular tocou, sem cerimônias, ele sacou o celular e pôs-se a falar.
A mais preocupante cena que observei foi sobre de como o pessoal da limpeza atuava.
Quanto despreparo! Quanto perigo para si e para os pacientes e colaboradores do hospital!
Varrimento com vassouras comuns levantando poeira. Manipulação de produtos de limpeza e higiene sem proteção alguma. Luvas e máscaras são artigos de luxo.
Fora dos ambientes hospitalares pede-se guardar silêncio e até buzinar é proibido porém, nas enfermarias, nos apartamentos e até no centro cirúrgico é um verdadeiro mercado persa.
Em pleno descanso do paciente seja de dia ou de noite, atendentes adentram à porta como quem abre a porta de uma boate. Oremos!
Já entram acendendo luzes, arrastando o sapato, falando alto e quebrando de modo desproporcional o silêncio. Uma lástima!
Pra finalizar, meu médico me havia prescrito tomar duas ampolas de um determinado antibiótico diluído em 100 ml de soro fisiológico.
Observava eu como sempre atento, o preparo da minha medicação(muitos médicos, enfermeiros e técnicos não sabem diferenciar medicamento de medicação que são coisas totalmente diferentes).
Numa das vezes, notei que as ampolas do antibiótico haviam sido diluídas num frasco de 250 ml de soro fisiológico.
Admoestei a atendente que era para diluir em 100 ml e ela, pronta e desatentamente, começou a despejar o excesso da medicação na pia. Quanto perigo para o meio ambiente e para o paciente!
Chamei a enfermeira supervisora que, ante surpresa e atônita, mandou preparar novamente a medicação.
Imaginem quantas e quantas vezes, cenas catastróficas como essa se repetem nos nossos hospitais pondo em risco a saúde dos pobres pacientes.
Como disse no primeiro artigo, não há plano ou seguro de saúde bom ou mais ou menos. Todos são ruins na sua essência pois cada vez são mais caros e prestam serviços de qualidade duvidosa.
Também não existem hospitais bons; todos são mais ou menos. Alguns têm qualidades que são superadas sempre pelas debilidades de gestão, pelo pessoal sem capacidade operacional e pela falta de estrutura adequada.
A ANS-Agencia Nacional de Saúde, é um meio muito eficiente para solução de alguns conflitos.
Tenho recorrido diversas vezes e sido atendido na maioria das situações e recomendo sempre buscar socorro nesse canal de ajuda.
Té logo!
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