O deputado Roberto Cidade (PV) acaba de ser eleito presidente da Assembleia Legislativa por 16 votos a 8, numa disputa de última hora com Belarmino Lins (Progressistas). Parte da bancada governista uniu-se à oposição para aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que antecipou do dia 17 para hoje a eleição da Mesa Diretora. A líder do Governo, Alessandra Campelo (MDB) classificou a manobra como um “golpe” e anunciou ação judicial para tentar derrubá-la.
Completam a chapa vencedora os deputados Josué Neto (PRTB)), como primeiro vice-presidente; Mayara Reis (Progressistas), como segunda vice-presidente; Adjuto Afonso (PDT), como terceiro vice-presidente; Delegado Péricles (PSL), como secretário geral; Álvaro Campelo (Progressistas), como primeiro secretário; Sinésio Campos (PT), como segundo secretário; Fausto Junior (PRTB), como terceiro secretário; Felipe Souza (Patriota), como ouvidor e Terezinha Ruiz (PSDB), como corregedora.
Á chapa se juntaram ainda os deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas (Podemos); Serafim Corrêa (PSB); Carlinhos Bessa (PV), João Luiz (Republicanos) e Ricardo Nicolau (PSD), completando os 16 votos.
Os componentes da chapa adversária foram os únicos a votar em Belarmino. Acompanharam-no os deputados Abdala Fraxe (Podemos), Joana Darc e Cabo Maciel (PL); Saulo Vianna (PTB); Doutor Gomes (PSC), Augusto Ferraz (DEM) e Alessandra Campelo (MDB).
“Golpe”, TCE e Justiça
A deputada Alessandra Campelo, que até ontem era cotada para encabeçar a chapa única, pediu uma questão de ordem e fez um discurso contundente, afirmando que “um pequeno grupo de deputados inescrupulosos” havia montado um “golpe de estado, contra o estado democrático de direito”. Segundo ela, o objetivo é não apenas eleger o presidente da Assembleia, mas também escolher um novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e “derrubar o governador Wilson Lima”.
Ela indicou o deputado Roberto Cidade como articulador e disse que ele foi na última sexta-feira (27) à casa do governador pedir “pelo amor de Deus” o apoio para se eleger presidente. Como não obteve, decidiu agir.
A líder e a colega Joana Darc tentaram obstruir a sessão de votação, com sucessivas questões de ordem, sem sucesso.
Alessandra garante que a manobra será derrubada na Justiça, “porque esqueceram de modificar o Regimento Interno, que regulamenta as eleições para a Mesa”.
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