Retratos da semana

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Esta semana ficará marcada não somente com a continuidade da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mas também pela operação que atinge o governo de Wilson Lima; pela confirmação de que o prefeito Arthur Neto contraiu a Covid-19 e pela mobilização dos professores, que cobram do governo Bolsonaro, ainda sem ministro da Educação, a continuidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão realizando em vários estados investigações quanto a desvio de dinheiro público por meio de compras superfaturadas de equipamentos e materiais destinados ao combate à pandemia de Covid. As operações já ocorreram no Pará e no Rio de Janeiro. Agora está no Amazonas.

Através da Operação Sangria, a Política Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e prisões de funcionários do Estado, que atinge diretamente o governador Wilson Lima. Teve busca no hotel em Brasília onde estava o governador, na casa dele em Manaus e na sede do Governo. Além disso, oito pessoas foram presas, incluindo a secretária de estado da Saúde, ex-secretário e secretária adjunta e empresários. Foi decretado também o bloqueio de bens do governador e todos os acusados.

A investigação trata de indícios de fraudes na dispensa de licitação e compra de respiradores para o tratamento da doença. A suspeita é de superfaturamento com acréscimo de 133%. O governo comprou de uma empresa que comercializa vinhos importados. Esta empresa teria comprado de outra empresa de Manaus a preço bem menor e faturou com o preço acima do mercado. Tudo indica um grande esquema.

Acredito que teria que ser investigado todos os contratos realizados neste período do decreto de calamidade pública. Além disso, há previsão de repasses de recursos federais para ajudar o Estado e os municípios. É hora de transparência. Encaminhei vários pedidos de informações para o Estado, e nenhum teve retorno.

E falando de municípios, em Manaus, o prefeito Arthur Neto informou que contraiu o coronavírus e está internado num hospital particular. Não confia no hospital público, apesar de ter vagas nos leitos de UTI. Lógico que desejo ao prefeito que recupere a saúde e possa superar a doença o mais rápido possível. Mas a situação mostra que é necessário continuar a manter as medidas de prevenção e enfrentamento da doença.

Considero precipitado a liberação das atividades de muitas instituições e empresas. Estão voltando as aglomerações e circulação intensa de pessoas. Ambiente propício para uma nova onda de contaminações e mortes. O prefeito precisa manter as orientações e campanhas junto à população, principalmente no transporte coletivo e na circulação.

Por isso, o debate sobre o retorno das aulas nas escolas públicas e privadas não pode ser negligenciado. A Prefeitura e o Governo do Estado precisam ouvir os professores e os funcionários das escolas. Muitas não oferecem nenhuma segurança aos alunos e aos funcionários. Não é justo deixar todos em situação vulnerável no retorno às aulas. É bom lembrar que a vida deve estar em primeiro lugar.

Ainda esta semana, os professores estão mobilizados reivindicando a continuidade do Fundeb. A lei termina no final do ano. Já estamos na metade de 2020. A PEC que torna o Fundeb permanente está na Câmara dos Deputados já analisada e pronta para ser votada. Mas há necessidade de pressão junto ao parlamento e junto ao Governo Federal, que continua sem ministro da educação.

Parece brincadeira, mas o Brasil está sem Ministro da Educação. O terceiro ministro nem assumiu, já pediu para sair. Mentiu, não tinha os diplomas e formação que dizia ter. Bolsonaro só escolhe pessoas despreparadas e sem compromisso com a educação. Em menos de dois anos, o país terá o quarto ministro. Enquanto isso, corte de recursos e sem investimentos para melhorar a educação. Desse jeito, o Brasil não tem futuro.

Com tudo isso acontecendo esta semana, os noticiários dos jornais já não enfatizam tanto que no Brasil 1.402.000 pessoas foram contaminadas e que 59.594 morreram no país. E que no Amazonas já foram 70.800 pessoas acometidas pela doença e 2.823 mortes. E esses números continuam crescendo.

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