Réquiem ou aleluia para os togados?

Ministros do STF escrevem, ensaiam e celebram a cada dia uma liturgia macabra para um enfermo que está à beira da morte.

A suprema corte brasileira é um doente grave cujos, tratamento e cura, dependem basicamente de remédios amplamente conhecidos.

Entretanto, na atual conjuntura política, esses remédios só podem ser administrados pelos próprios membros dado que o parlamento, único que pode agir, está totalmente dominado.

Existe um protocolo clínico e um esquema terapêutico eficaz e eficiente porém, a aplicação, depende única e exclusivamente(por enquanto) da aceitação do próprio doente em querer se curar.

O tratamento tem como dose inicial o silêncio obsequioso dos ministros qual monges em pleno retiro espiritual.

Em seguida, é necessário a aplicação da segunda dose que vem em forma de uma norma constitucional em que ministro fala apenas nos autos.

Depois, vem a terceira dose certeira para tratar da suspeição em que juízes não atuam em causas em que esteja diretamente ou indiretamente envolvido ou em que parentes e aderentes sejam objetos da causa ou advoguem para uma das partes.

Após essas fases iniciais e decisivas de um longo e severo tratamento, é necessário que quaisquer membros do STF sejam tratados com a equidade de qualquer cidadão em que todos são iguais perante a lei.

Passo seguinte e igualmente importante é administrar doses regulares de manutenção em forma de bom senso, autocrítica, auto contenção e principalmente de espírito de brasilidade e cidadania para que o paciente alcance o equilíbrio em que se sinta no mesmo patamar dos demais poderes.

Aplicado esse tratamento cujo sucesso é garantido e cuja eficácia é por demais conhecida, o enfermo poderá sair do estado de gravidade, deixar a UTI e ir para a enfermaria continuar com um tratamento mais brando porém não menos necessário.

Difícil é convencer membros de uma suprema corte vaidosos, radicais, irracionais e sobretudo ruidosos, de que não há solução mágica para curar esse paciente rebelde que teima em não aceitar os remédios.

Nesse caso a morte é quase certa levando consigo também uma nação inteira para a cova, tendo em vista, de que dois terços povo brasileiro se diz descrente no STF e destes, milhões e milhões perderam a esperança numa justiça séria e justa.

Pior ainda, é que o mal do qual padece a nossa suprema corte vai a cada dia contaminado os demais seguimentos da justiça num efeito dominó perverso cujos resultados catastróficos já são sentidos.

Os remédios são amargos, porém, a cura do doente pode nem vir porquanto, não se vislumbra em médio prazo, que a instituição, enquanto colegiado, possa aceitar que o mal já está instalado e que urge deixar-se tratar para que a doença seja estancada.

O coração está pulsando fraco, os pulmões já fraquejam, a circulação sanguínea não responde, os rins esvanecem, o fígado resiste produzindo bile mais que o necessário, o pâncreas já dá sinais de debilidade irreversível, os intestinos travaram, as pernas bambeiam, os olhos se encontram obnubilados, os ouvidos quase moucos, os braços ficam rígidos, as pernas fraquejam e o cérebro não mais responde.

Em medicina dir-se-ia que o doente se encontra num processo de falência de múltiplos órgãos.

Esse é o quadro clínico geral de um paciente terminal chamado STF que adoeceu e continua a cada dia a ser mal tratado intestinamente.

Oxalá, uma junta médica seja convocada para socorrer o paciente e estancar a hemorragia, a fim de por esse enfermo em condições de lutar por si mesmo para sobreviver.

Outubro vem aí e com ele a chance do povo escolher essa junta médica e seu chefe de equipe para debelar os males, desentubar o paciente e dar a ele a chance de se recuperar e  seguir vivo.

Réqueim ou aleluia para o STF?

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