Por Daniel Melo*
A reforma política é necessária? Sim. Mas antes seria necessária a reforma dos políticos. Eles caminham em oposição aos anseios populares e se fecham e seus herméticos mundos, onde tornam-se seres intocáveis. Opinião pública. Que importa a opinião pública? Na próxima eleição dá-se um jeitinho e logo os eleitores reaparecerão devidamente anestesiados pelas promessas de sempre.
E os partidos? Querem trocar de nome. É a reforma ortográfica política. Tira o “M do PMDB”, acrescenta uma letra ou uma frase ao partido tal, então o problema está solucionado. Nome novo, vida partidária nova e os velhos elementos presentes em novas negociatas.
Haverá democracia nos partidos. Por acaso há democracia neles? Por que não permitir candidaturas independentes apresentadas por diversos seguimentos sociais devidamente respaldados pela justiça eleitoral? Há tantos cidadãos de bem que não encontram espaço nas atuais agremiações políticas chefiadas por caciques nacionais e regionais. Estes cidadãos teriam condições de exercerem mandatos com mais autonomia, mais liberdade…
Há questões tão simples de serem modificadas, mas que fogem aos interesses dos atuais detentores de mandato. Exemplo. A unificação das eleições. Eleições de 4 em 4 anos trariam economia e não permitiriam que candidatos cumprissem dois anos de mandato e já postulassem outras funções pública. Uma medida tão necessária e simples, sequer está sendo discutida na atual proposta de reforma política.
Vamos lá. Apesar dos homens, eu continuo a acreditar na democracia. Alias, é a democracia que me permite expor minhas opiniões neste espaço plural. Pode ate ser a opinião de um leigo em política, mas é a visão de um cidadão que se preocupa com os destinos do País!
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Este post tem 2 comentários
SR ARTICULISTA, ACHA QUE AS INSTITUIÇOES RELIGIOSAS DEVEM IMPOR CANDIDATOS AOS FIEIS, ???
Não . não deve impor mas isso não significa que os evangélicos não possa ter seus representantes.